Pedro Proença: «Estamos numa fase decisiva para o futebol português»
«O futuro do futebol português começa hoje». Foi desta forma que Pedro Proença deu início à apresentação de oito microplanos inseridos no Plano Estratégico 2024-36.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol elogiou o plano «visionário» e «definidor das prioridades do futebol português». Pedro Proença, avisou, ainda assim que «só o esforço coletivo e conjunto irá transformar a ambição em resultados».
O dirigente alertou para as «desigualdades territoriais, debilidades nas infraestururas e problemas na retenção de talento» que o plano visa colmatar. Proença salientou a importância de potenciar o talento jovem, formar treinadores «de excelência» e dirigentes «mais competentes».
«Estamos numa fase decisiva para o futebol português». reiterou.
De olhos postos em 2030
Óscar Tojo, diretor-técnico nacional da FPF, apresentou oito planos setoriais relativos a Seleções de formação, futsal, futebol feminino, futebol de Praia, desenvolvimento regional, scouting e inteligência, walking football e treinadores.
Entre os objetivos elencados destacam-se a subida do número de praticantes e da assistência em futebol feminino, futsal e futebol de praia. A profissionalização da Liga BPI foi também destacada: em 2030, a FPF procura ter seis equipas profissionais, no mínimo.
No que diz respeito ao futebol de formação, a qualificação anual para o Euro sub-17 e a garantia de melhores condições para os sub-21 refletem a ambição da FPF. «Queremos muito ser campeões europeus de sub-21 em 2027», frisou Óscar Tojo.
O diretor-técnico nacional salientou ainda o papel dos clubes no desenvolvimento e aposta em talento jovem: «Temos de começar a olhar para os campeões do mundo de sub-17.»
13.000 árbitros em 2036
Além dos oito microplanos detalhados, foi também apresentado o Plano Nacional de Arbitragem, que, segundo Pedro Proença, tornará a arbitragem lusa «num modelo de elite».
A Federação Portuguesa de futebol espera triplicar o número de árbitros até 2036. O aumento perspetivado será gradual: 6.000 em 2028, 10.000 em 2030 e 13.000 em 2036.
O plano apresentado visa alargar a base de recrutamento, reduzir a taxa de abandono, profissionalizar a atividade, uniformizar os critérios a nível nacional, melhorar a «experiência global do árbitro», potenciar a participação feminina, e construir uma rede de apoio no pós-carreira.
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