Mesa redonda na Cidade do Futebol - Foto: FPF
Mesa redonda na Cidade do Futebol - Foto: FPF

Roberto Martínez acredita na conquista do Mundial: «Deixem-nos sonhar»

Selecionador nacional destacou importância de «fechar a convocatória» e dos jogos particulares de março e abriu a porta da equipa das Quinas aos Campeões do Mundo de sub-17... de olho em 2030

Roberto Martínez reiterou a confiança na conquista do Mundial-2026, um dia antes da convocatória para os jogos particulares disputados diante de México e Estados Unidos, a 28 e 31 de março. O selecionador nacional destacou a importância de um «momento chave» para «fechar» o plantel para o verão.

«Amanhã é um dia importante. O recrutamento é essencial, é um Mundial diferente, precisamos de qualidade tática e técnica, mas também de energia, vamos experimentar isso em março. Os jogos são espetaculares», reiterou em mesa de redonda que também contou com a presença de Madjer, coordenador de futebol de praia da FPF, Francisco Neto, selecionador nacional de futebol feminino, e Jorge Braz.

Questionado sobre as probabilidades de Portugal conquistar o título mundial pela primeira vez, Martínez foi perentório: «Dizem que vai dar Portugal... Porque não? Deixem-nos sonhar.»

Roberto Martínez destacou também o papel do plano estratégico 2024-36 e os respetivos microplanos, que foram apresentados esta quinta-feira na Cidade do Futebol. O selecionador nacional frisou que «a Federação Portuguesa de Futebol é uma instituição de alto rendimento» que precisa de três pontos para alcançar o sucesso: «clareza, execução e desenvolvimento».

Roberto Martínez salientou a importância de dar espaço aos campeões mundiais de sub-17 nos próximos anos.... de olho no Mundial 2030. O selecionador nacional destacou a importância de alinhar os objetivos de todas as instituições, utilizando como exemplo os comandados de Bino Maçães.

«No espaço da Seleção A estamos a preparar 2030. Desde novembro, quando fomos campeões. Há a responsabilidade que os jogadores tenham uma oportunidade maior em relação à média de outras equipas campeãs mundiais, ou seja, mais de 17% chegarem à equipa principal», frisou.

«As coisas mais simples são as mais difíceis de concretizar»

Jorge Braz salientou o papel dos microplanos apresentados para «alinhar visões estratégicas do ponto de vista hierárquico». Planeamento e consistência garantem a receita para o sucesso: «É óbvio e claro que as coisas mais simples são as mais difíceis de concretizar. Definir objetivos é muito fácil, a questão é lembrar-nos todos os dias do que definimos. Os detalhes fazem a diferença. Não temos de estar todos de acordo, mas temos de ter um caminho.»

Já Francisco Neto, selecionador nacional de futebol feminino, realçou que a equipa que comanda é a única no panorama da FPF que ainda não tem condições para lutar por títulos, mas destacou o caminho já percorrido. «Temos crescido muito, estamos mais próximos, Os clubes têm feito um trabalho cada vez melhor. Sabemos que os próximos 10/12 anos têm de ser melhores para podermos lutar por outros objetivos.»

O selecionador nacional avisou que «os outros também têm a sua velocidade», mas considerou que o Plano Estratégico pode ser uma «via verde» rumo a outros voos. Alcançar o top-20 do ranking da FIFA é um dos objetivos descritos no microplano relativo ao futebol feminino.