Roberto Martínez e a continuidade na seleção de Portugal: «Pode falar-se disso depois do Mundial»
Roberto Martínez, selecionador de Portugal, deixou o futuro em aberto até ao Mundial 2026, competição que marca o fim do contrato do treinador espanhol.
Em entrevista conjunta à TSF, Rádio Observador, Antena 1 e Renascença, o selecionador adiou a decisão de continuar ao comando da seleção das Quinas e reforçou a importância do Mundial: «O futuro do selecionador não é importante. O importante é o Mundial. O Mundial não pode esperar. O futuro do selecionador pode esperar e pode falar-se disso depois do Mundial. Acho que o que é importante é que a Federação, o presidente e eu estamos alinhados. O foco é o Mundial»
Confrontado sobre se já teria abordado o seu futuro com Pedro Proença, presidente da FPF, o treinador espanhol não o quis confirmar: «Não é um tema tabu, mas agora estamos alinhados para tentar fazer tudo aquilo que podemos para preparar a nossa seleção para o Mundial. O foco é esse. Estamos na federação todos juntos para o mesmo objetivo, que é lutar da mesma forma para o Mundial»
Não vejo Cristiano a jogar com a ansiedade ou a intenção de chegar ao golo mil. Vai deixar o mesmo legado
Sobre se a possibilidade de Cristiano Ronaldo chegar ao golo mil, e essa procura ter alguma influência no comportamento do capitão, o selecionador mostra-se otimista: «Nós tivemos jogos em que o Cristiano enfrenta a baliza e olha para a assistência. É um aspeto que eu valorizo muito. É muito importante. O atacante não é só para marcar golos, é para tomar decisões certas dentro da área. Para isso há assistências. E as assistências são mais importantes do que os golos, em geral. Estamos a falar de um atacante que tem 25 golos em 30 jogos. Mas eu valorizo muito mais o comportamento dentro da área. E o Cristiano não tem a obsessão que se fala de fora sobre o golo 1000. Porque o seu comportamento não é assim. No clube não posso dizer, mas aqui na Seleção não é.»
Roberto Martínez sublinhou que ficar no mesmo cargo durante vários anos é algo cada vez mais raro no futebol: «Tenho um orgulho incrível em ser selecionador de Portugal. Para mim é um orgulho, é um momento muito importante, não só na minha carreira, mas na minha vida, porque a minha família adora viver em Portugal. Mas também tenho experiência no futebol. Os exemplos do Alex Ferguson e do Arsène Wenger, de ficar 20 anos no mesmo clube, já não existem. O importante é que a Seleção está a jogar muito bem. Tivemos bons momentos, tivemos momentos menos bons. Mas acho que a Seleção está a crescer, está a chegar a um momento ótimo para enfrentar o Mundial. Depois o que acontece com o selecionador faz parte do processo. Não é uma coisa que para mim seja importante agora»
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