Campeão europeu com um pé e meio nos quartos de final #DAZNChampions

Pedro Neto tentou, mas Vitinha e João Neves tinham Kvaradona do seu lado

Vitória contundente do PSG sobre o Chelsea por 5-2, com portugueses a assistirem e a marcarem

Numa reedição da final do Mundial de Clubes de 2025, PSG e Chelsea protagonizaram uma partida recheada de golos e de domínio parisiense. Vitinha, Nuno Mendes e João Neves (Gonçalo Ramos não saiu do banco) levaram a melhor sobre Pedro Neto (o destaque do Chelsea pelos melhores e piores motivos) e estão com um pé e meio nos quartos de final da Champions League.

João Neves recuperou da pequena lesão no pé esquerdo, foi titular e fez logo a diferença aos 10 minutos: numa jogada de insistência, o médio formado no Benfica aconchegou a bola para Barcola, que disparou para o ângulo superior da baliza londrina.

Dembélé acertou (15’) no poste e Pedro Neto era o único avançado do Chelsea em estado de alerta - mais uma exibição apagada de Cole Palmer. Depois de Barcola obrigar (25’) Jorgensen a grande defesa, o Chelsea marcou (28’) contra a corrente do jogo, com Malo Gusto a bater Safonov, que ficou mal na fotografia.

Com uma atitude muito passiva e reativa ao longo da partida, o PSG esteve sempre mais clarividente e aproveitou um raro contra-ataque para fazer (40’) o 2-1: Ousmane Dembélé, que só tinha um golo nesta edição da Champions, fez o que quis de Wesley Fofana antes de faturar.

Pedro Neto era mesmo o maior guia ofensivo do Chelsea. O único que trazia algum perigo nos pés, já que João Pedro e Palmer só viam jogar. E o português inventou a jogada do 2-2. Fugindo a Marquinhos com alguma facilidade, abriu espaço para assistir Enzo Fernández, que do coração da área atirou (58’) para a igualdade no marcador.

Mais uma vez, a equipa de Liam Rosenior tentou segurar o empate e o PSG, como um tubarão a cheirar o sangue de uma presa, atacou com tudo o que tinha. Foi assim, graças a uma pressão alta e eficaz, que a equipa aproveitou um erro clamoroso de Jorgensen e Vitinha fez (74’) um chapéu perfeito para o 3-2.

Nesta altura, já Khvicha Kvaratskhelia estava em campo e com vontade de mostrar que merece ser titular (quiçá à frente de Désiré Doué, que não se destacou). O georgiano chamou o protagonismo para sim e, quase de uma assentada (86’ e 90+4’), bisou com dois remates perfeitos.

Pelo meio, Pedro Neto ainda se destacou, mas por maus motivos: na pressa de repor a bola, empurrou um apanha-bolas, que caiu no chão, motivando uma resposta aguerrida do PSG.

O Chelsea tem uma montanha para escalar na 2.ª mão, em Stamford Bridge. O PSG foi a melhor equipa em praticamente todos os aspetos (a defesa continua muito tremida) e, a espaços, fez o que quis do adversário.

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