Roberto Martínez elogiou avançado do Al Nassr e deixou mensagem de condolências à família do homem de 77 anos que morreu antes do Portugal-Nigéria, deixando uma promessa

Teste «muito bom», «adeptos tranquilos» e... venha o Mundial: tudo o que disse Roberto Martínez

Selecionador nacional gostou do que viu diante da Nigéria, tal como já tinha acontecido diante do Chile. A certeza de que os jogadores estão em ótimo momento de forma e a confiança numa excelente resposta nos jogos a 'doer'

Roberto Martínez ficou satisfeito com o que viu neste último jogo particular de Portugal, que redundou numa vitória (2-1) diante da Nigéria. O selecionador nacional explicou, no final do encontro desta noite, em Leiria, os motivos que o levaram a ficar ainda mais confiante para o Mundial, tendo começado a conferência de Imprensa por lamentar a morte de um adepto no Estádio Dr. Magalhães Pessoa.

— Que balanço faz destes dois últimos jogos particulares, diante de Chile e Nigéria? E o que lhe pareceu, esta noite, a exibição de João Félix?

— Quero começar por lamentar a morte do nosso adepto. É uma triste notícia e quero enviar os meus sentimentos à família e amigos e dizer que vamos tentar ganhar o primeiro jogo do Mundial para o homenagear. Em relação a estes dois encontros, estou muito satisfeito por poder utilizar os 26 jogadores nestes dois jogos. Pudemos fazer muitas substituições e aumentar o ritmo. O João Félix está num momento muito bom, teve uma época brutal. Teve azar, porque aquela bola entra na baliza… Tínhamos um plano individual para cada jogador e conseguimos atingir o que pretendíamos. Esta Nigéria é uma equipa muito semelhante à do Congo, com jogadores com grande capacidade física e muito verticais, pelo que o teste foi muito bom.

— Por que razão ao intervalo tirou todos os jogadores de campo à exceção do Cristiano Ronaldo?

— Tínhamos um plano para todos os jogadores, com muita informação. A situação do Diogo Costa era importante para nós dar-lhe mais tempo de preparação. O Bruno Fernandes já tinha jogado os 90 minutos contra o Chile… O Cristiano tinha o plano de jogar 45/60 minutos nos dois jogos. Assim como outros casos que tínhamos bem delineados. Atingimos os planos para todos os jogadores.

— Quais foram os pontos mais sensíveis que viu no jogo de hoje?

— Precisamos de trabalhar e de ajustar conceitos para todos os adversários, que são diferentes. A Nigéria hoje demonstrou-nos algo que o Congo também poderá fazer. Tentámos antecipar o que pode acontecer. No geral, apanhámos ritmo, adquirir conceitos e preparar outros conceitos na bola parada e corrida. Sinto a equipa preparada para ir ao Mundial.

— O que é que Portugal terá de melhorar para o Mundial?

— Precisamos de melhorar o que faz parte num Mundial. As decisões são coletivas. Chegadas nos duelos, situações de cobertura, antecipar linhas de passe com bola. O balenário está a trabalhar com um foco incrível. Estamos a melhor muito e fico muito contente porque os jogadores têm frescura. Não tenho a sensação que os jogadores estão no final da época, antes pelo contrário, parece que estão no princípio.

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— Vai para a terceira fase final de um Mundial, a primeira com Portugal. Tem alguma sensação diferente?

— Sem dúvida. Com este entusiasmo dos nossos jogadores, os adeptos podem ficar tranquilos.

— Já tem uma ideia do onze para o Mundial ou tem agora mais dúvidas?

— Sou muito chato. Não há um onze inicial, no futebol moderno há 26 jogadores que podem ajudar a Seleção. As nossas ideias para o jogo com o Congo são muito claras, mas temos muitos jogadores que podem executar essas ideias. Trabalhamos sempre com clareza sobre o que precisamos de fazer. Não posso limitar a qualidade que temos a 11 jogadores, isso era um erro. Temos 23 jogadores de campo todos preparados para ajudar.

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