Geny Catamo vai rematar e Matheus Mendes vai introduzir a bola na própria baliza (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Pedalada de Geny ajudou o leão a não falhar o 'sprint' (os jogadores do Sporting)

Moçambicano foi autor de 'meio golo' e fez um passe fantástico para a cavalgada de Luis Suárez, um anjo goleador a quem podem ter crescido de novo asas. Capitão Maxi deu a primeira orientação à nau rumo ao sucesso
O melhor em campo: Geny Catamo (7)

É verdade incontestável que o segundo golo não é dele, tendo em conta que a bola foi introduzida na baliza por Matheus Mendes, mas aquela 'pedalada' a deixar Isaac James para trás foi fundamental para o sucesso do lance. A mesma pedalada que demonstrou sempre, tendo em conta que foi o acelerador de partículas da equipa leonina. Além disso, o passe a descobrir Suárez no terceiro é merecedor de entrar no livro de elogios. Com estas duas ações ajudou muito a que o leão desta vez não falhasse o sprint final rumo à vitória, algo que aconteceu diante do Estrela da Amadora e por pouco não aconteceu com o Vitória de Guimarães. O Sunderland quer levá-lo, o Sporting não baixa a fasquia financeira e Rui Borges a intransigência dos dirigentes, pois sabe da extrema importância do camisola 10.

Rui Silva (5) — Limitou-se a defender dois remates que lhe saíram à figura e no golo do adversário só se lhe tivessem nascido asas é que conseguiria chegar à bola disparada por Figueiredo, tal a colocação e a força do chuto.

Fresneda (6) — Pela primeira vez foi titular esta temporada e notou-se um upgrade notório na direita da defesa. Sempre muito disponível, não concedeu espaços a quem lhe apareceu pela frente e após o intervalo, mais confiante, aventurou-se e abriu novos horizontes na direita da equipa de Alvalade

Debast (6) — Após um longo jejum competitivo devido a uma lesão complicada, matou a fome aos adeptos leoninos com passes longos bem medidos que quebram linhas dos alverquenses. Está mais contundente a defender, porém ainda lhe falta ganhar ritmo. Contudo, ainda estamos na fase inicial da temporada e a paragem do belga foi prolongada.

Ba (6) — O setor mais recuado da defesa estava a necessitar como pão para a boca de alguém mais agressivo nas abordagens, que colocasse em sentido os avançados contrários. Começou algo nervoso e a falhar passes simples, mas à razão inversa em que tempo de jogo para final foi diminuindo, os níveis de firmeza foram aumentando.

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Maxi Araújo (7) — Toda a nau precisa de um capitão que lhe dê a orientação rumo a uma navegação tranquila e foi isso que o uruguaio — com o adereço mágico no braço esquerdo — fez, com um golo quando o jogo ainda esfregava os olhos porque tinha acabado de acordar. Não foi perfeito a defender, pois teve algumas falhas posicionais, mas Super Maxi pode ser um gelado mas este Super Maxi está sempre com o sangue a ferver e acaba por contagiar os companheiros de equipa.

Altimira (6) — O novo cérebro do leão necessita de um pouco mais de sangue nos olhos na hora de defender, porém, em termos táticos leu os compêndios todos. Desta vez não foi tão afoito no ataque, mas é preciso ter em atenção que uma equipa é um ecossistema dinâmico e o companheiro do lado é um pouco anárquico.

Issa Doumbia (5) — Tem uma disponibilidade física soberba mas tem de refrear ímpetos porque são muitas as vezes em que perde a bússola e a equipa fica desequilibrada. Além disso, por duas vezes ficou de frente para a baliza e por duas vezes rematou para as nuvens.

Flávio Gonçalves (5) — Desta vez jogou numa posição central mas não se deu bem em jogar de frente para a baliza adversária. Demasiados floreados, porém, sem qualquer cheiro. O único lance em que esteve na bitola das partidas anteriores foi quando obrigou Matheus Mendes a defesa apertada (40’).

Zalazar (5) — Este Zalazar não se dá bem com a esquerda, onde jogou desta vez. Perdeu-se em demasiados toque, meios-toques e toquezinhos inconsequentes e só se mostrou um pouco mais no lance do segundo golo, com um passe açucarado para o meio-golo de Geny Catamo.

Suárez (6) — Os anjos goleadores, depois de caírem, voltam a ganhar asas, por norma, quando voltam a acertar nas redes adversárias. Foi o que o colombiano fez, numa arrancada bem à medida daquelas que protagonizou na época passada. Pareceu desligado, mas a verdade é que o movimento a abrir espaços para Maxi rematar no primeiro golo foi perfeito. Isto a juntar ao lance já descrito.

Irankunda (5) — Veio do outro lado do mundo para um bom lance já na compensação a deixar água na boca dos adeptos.

Luís Guilherme (5) — Boa jogada culminada com oportunidade de golo flagrante, posteriormente desperdiçada por Zalazar e Nel.

Eduardo Quaresma (5) — Não comprometeu nem brilhou. Ficou-se exatamente pelo meio termo.

Rafael Nel (5) — A ansiedade de marcar traiu-o num enorme falhanço mas é de longe o ponta de lança do leão que mais pressiona os adversários.

Pedro Lima (5) — Pouco tempo em campo mas o suficiente para um bom passe e um remate perigoso.

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