Paulo Jorge Pereira, selecionador nacional de andebol

Paulo Jorge Pereira: «Desta vez subimos ao céu»

Declarações do selecionador Nacional após a vitória sobre a Suécia que garantir a Portugal histórico quinto lugar no Europeu

Portugal fechou a sua participação no Campeonato da Europa de andebol com uma vitória emocionante frente à Suécia (36-35), garantindo o quinto lugar da prova, em Herning, na Dinamarca.

No final do encontro, o selecionador nacional, Paulo Jorge Pereira, destacou o equilíbrio e a intensidade do duelo, sublinhando o percurso consistente da equipa portuguesa ao longo do Europeu.

«Foi mais uma dura batalha até ao último segundo. Foi fantástico. A sensação com que ficamos é de que podemos perder e podemos ganhar. Quando se atinge um nível altíssimo em andebol, o céu e o inferno andam sempre muito próximos um do outro. Desta vez, subimos o céu. Haverá vezes em que vamos cair para o inferno», afirmou.

O técnico realçou ainda a capacidade da seleção em manter-se competitiva, mesmo perante as oscilações naturais de um jogo de alta exigência. «Pelo facto de nos termos conseguido manter competitivos durante todo o jogo, com alguns altos e baixos por diferentes fatores, acabámos por merecer esta vitória. Acho que os portugueses têm de estar extremamente orgulhosos deste grupo de pessoas que faz tocar o hino muitas vezes», disse.

Paulo Jorge Pereira assumiu também a ambição como traço marcante desta geração, defendendo que o foco deve estar na concretização e não apenas na tentativa. «O tentar acho que pode ficar curto quando as metas são ambiciosas. Temos de tratar de o fazer e depois logo vemos o que acontece. Este objetivo que atingimos aqui é extremamente difícil de atingir», explicou.

Excluindo o desaire frente à França, campeã europeia, o selecionador considerou que Portugal esteve à altura em praticamente todos os jogos. «Estivemos firmes em todos os jogos, com alguma exceção no jogo com a França, que é campeã da Europa», reconheceu.

Por fim, o técnico destacou o novo estatuto da seleção nacional no panorama internacional e deixou um aviso para o futuro. «Toda a gente pode ganhar a toda a gente. O bonito desta história é que estamos no meio desta gente. O mais difícil agora é mantermos esta constância, mas já vamos estar presente em mais duas competições [Mundial2027 e Euro2028]. É preciso continuar e, como digo sempre, não nos deslumbramos muito. A partir daqui partiremos para outro voo», concluiu.