Dahl e Schjelderup
Dahl e Schjelderup - Foto: IMAGO

Passaram maus bocados no Benfica e agora ninguém lhes toca

Flanco esquerdo é de momento intocável para Mourinho e para os benfiquistas, mas nem sempre foi assim

Não haverá posições tão seguras e previsíveis na equipa do Benfica, atualmente, como as que dizem respeito ao flanco esquerdo, que pertence a Samuel Dahl e Andreas Schjelderup. Já levam quatro jogos seguidos a mandar na ala, mas para trás há mais.

Muitos jogadores estão agora a lidar com situações diferentes da que conheciam por causa de um momento menos feliz ou de concorrência mais forte, Pavlidis é bom exemplo, e nem mesmo Trubin, guarda-redes de quase toda a época dos encarnados, tem escapado a críticas e a erros nas últimas semanas.

O lado esquerdo da equipa de Mourinho, porém, é nesta altura intocável, inexpugável. Atrás tem Samuel Dahl, lateral-esquerdo sueco, 23 anos, o jogador com mais minutos da temporada na Luz, com 3877 minutos em campo; à frente está Schjelderup, extremo norueguês, 21 anos, provavelmente o jogador em melhor forma da equipa.

Em relação ao norueguês estão ainda frescas palavras de José Mourinho — «Gosto muito deste Schjelderup e não gostava nada daquele que encontrei» —, quanto a Dahl é preciso relembrar o momento de horror que viveu no jogo com o Leverkusen, quando fez corte deficiente que conduziu a bola a Patrick Schick e ao golo do triunfo.

O sueco não tem neste momento concorrência à altura, dado que Obrador, a oposição teórica de início de época, partiu para o Torino, e José Neto, lateral-esquerdo prometedor da formação, está ainda em fase de afirmação. Sidny Lopes Cabral, que pode ser alternativa, tem estado de fora desde que pediu a camisola a Vinícius Júnior.

Quanto a Schjelderup, que esta época até já passou por uma condenação com pena suspensa, episódio tão grave como marcante para o jovem nórdico, esteve também em vias de deixar a Luz para rumar ao Clube Brugge, mas golos, exibições e Mourinho tudo mudaram.

O flanco direito, que parecia ser a menor das dores de cabeça de José Mourinho, com Dedic e Lukebakio a formarem dupla a dada altura, mudou de perfil. O meio-campo não tem parado em termos de mudanças, o ataque lida agora com alguma volatilidade, com o renascimento de Ivanovic.

A concorrência a Schjelderup, tal como no caso de Dahl, está agora longe de causar impacto: Rafa está ao meio e longe da melhor forma, Bruma está lesionado, Sidny longe das opções e Sudakov e Ivanovic, que chegaram a jogar descaídos sobre a esquerda, parecem agora mais concentrados em voltar à equipa pelo centro.