Schjelderup representa as águias desde janeiro de 2023 - Foto: SL Benfica
Schjelderup representa as águias desde janeiro de 2023 - Foto: SL Benfica

A BOLA no berço de Schjelderup (fotos)

Extremo do Benfica era tido como um diamante no clube que está a fazer furor na Liga dos Campeões

Nascido e criado em Bodo, Andreas Schjelderup fez formação no clube da cidade a norte da Noruega, adversário do Sporting nos oitavos de final da Liga dos Campeões, A BOLA mostra-lhe as raízes do extremo.

Da janela do quarto o jovem via o estádio, sonhava alto, em ser profissional e representar a seleção, tal como sempre confidenciou aos pais, que ainda vivem na mesma casa.

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Na vizinhança não há quem não conheça Andreas, «um menino bom», que «está a cumprir um sonho» e é o orgulho de Bodo.

Pois bem, a casa de infância de Schjelderup fica a pouco mais de 100 metros do Aspmyra Stadion, onde os leões jogam esta quarta-feira, com pouco mais de oito mil lugares, inaugurado em 1966, ladeado por ruas tranquilas - não se ouvem buzinadelas e não se circula de carro a mais de 40 hm/h -, a pouco menos de a 10 minutos de distância do aeroporto.

A saída de  Schjelderup  do Bodo/Glimt gerou controvérsia. Em 2019, com 15 anos, foi-lhe negada a oportunidade de jogar pela equipa secundária do clube, que militava na 3.ª Divisão, o que terá gerado discussões internas.

Nessa altura, o agora camisola 21 do Benfica, já era cobiçado por gigantes europeus como Barcelona, Juventus, Bayern Munique ou Liverpool e apesar dos esforços do treinador Kjetil Knutsen para o manter no clube, o extremo optou por rumar à Dinamarca na primavera de 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Numa reportagem da 'TV2', canal norueguês, Schjelderup revelou que, aos 13 anos, disse à mãe, Gro Anita Raedegard, que ia deixar a cidade de Bodo mal cumprisse os 16 anos, e queria ir sozinho: «Sempre soube que para ser o melhor possível teria de deixar Bodo. Felizmente, correu bem. Não queria que os meus pais sacrificassem algo ou que desistissem de viver as suas vidas em Bodo. Sempre tive muito claro na minha cabeça que ia fazer as coisas por mim.»

E assim foi. Aos 16 anos, recusou gigantes europeus para assinar pelo Nordsjaelland, atraído pelo foco do clube no desenvolvimento de jovens talentos e daí saiu, em janeiro de 2023, para o Benfica, num negócio que rondou os €14 milhões (nove fixos mais cinco por objetivos). 

Pai foi jornalista

Gro Anita Raedegard e Jorn-Tommy Schjelderup, pais do jogador do Benfica, são pessoas bastantes respeitadas em Bodo. A mãe, mais recatada, acompanhou o filho sempre de perto no futebol e o pai é, desde março de 2022, diretor executivo da PBL (Private Barnehagers Landsgorbund), uma organização de âmbito nacional na Noruega que representa e presta serviços a cerca de 2.100 jardins de infância privados.

Jorn-Tommy Schjelderup trabalha na referida organização desde 2001, tendo passado por cargos como responsável de comunicação e diretor de organização antes de assumir a liderança máxima. Antes de se dedicar à gestão, trabalhou como jornalista no jornal norueguês Avisa Nordland, entre 1993 e 2001.

Em outubro de 2022, o pai de Schjelderup criou uma empresa de agenciamento de futebol em Bodo, tendo-se tornado representante do filho na gestão da carreira, até que entrou em cena a agente de Haaland, Daniela Pimenta, sendo que, desde maio do ano passado, o extremo é representado pela ROOF, empresa que lida também com nomes importantes como Van Dijk ou Kai Havertz.