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Parlamento europeu pede investigação a Infantino por prémio dado a Trump
Cinquenta membros do Parlamento Europeu exigem que a FIFA investigue o presidente, Gianni Infantino, por alegadas violações das regras de neutralidade política da própria federação. A pressão surge na sequência da atribuição do prémio da Paz da FIFA ao presidente dos EUA, Donald Trump.
Numa carta a que o site de investigação americano POLITICO teve acesso, os eurodeputados manifestam o apoio a uma queixa apresentada pela ONG de direitos humanos FairSquare. A queixa solicita ao comité de ética da FIFA que investigue «as decisões de introduzir um Prémio da Paz anual da FIFA e, em seguida, atribuir o prémio ao Presidente Trump».
Argumenta-se que as declarações públicas de Infantino a favor do presidente norte-americano violam o estatuto da federação, que estipula que «a FIFA permanece neutra em questões de política e religião». O eurodeputado do Renew, Barry Andrews, autor da carta, sublinhou que o Campeonato do Mundo «deve unir o mundo» e que a atitude de Infantino «descredibiliza» a organização.
«Quando o Presidente da FIFA, Infantino, favorece um Presidente em detrimento de outro, isso traz descrédito à FIFA e a todo o torneio», afirmou Andrews.
Trump recebeu o prémio inaugural das mãos de Infantino a 5 de dezembro de 2025. A queixa inicial da FairSquare foi apresentada apenas três dias depois e sustenta que o Infantino não informou o Conselho da FIFA antes de criar o prémio, o que foi visto como uma tentativa de se aproximar do presidente dos EUA.
A carta dos eurodeputados reforça a necessidade de uma resposta. «Com os olhos do mundo postos na FIFA este verão, a organização deve abordar a queixa de ética da FairSquare», pode ler-se no documento. «Esta queixa representa uma oportunidade para a FIFA provar o seu compromisso com a neutralidade política, a transparência e a responsabilização».
A FIFA confirmou ter recebido a queixa em dezembro, mas ainda não respondeu à carta dos eurodeputados nem a um pedido de comentário do POLITICO.
Esta não é a primeira vez que os membros do Parlamento Europeu criticam a FIFA. Anteriormente, já tinham condenado a decisão de atribuir o Campeonato do Mundo de 2034 à Arábia Saudita, um país com um historial preocupante em matéria de direitos humanos, acusando a FIFA de minar os seus próprios princípios.