Otávio a despontar no Estrela: «Sei que sou uma aposta do clube»
A noite de domingo não foi positiva para o Estrela da Amadora mas, ao mesmo tempo, Otávio Galdino viveu um dos momentos mais alto da carreira: o promissor defesa central dos tricolores foi lançado aos 33 minutos frente ao Sporting, para render Atanas Chernev – aparentemente por opção – e alcançou o objetivo de defrontar um grande pela primeira vez enquanto profissional… e apenas no seu terceiro jogo pela equipa principal dos tricolores.
Para a galeria de Otávio entrou a primeira experiência de competir num palco como Alvalade, juntando-se à estreia na Liga – e logo como titular – na receção do Estrela ao Rio Ave, a 25 de outubro (derrota por 2-1) e a primeira partida oficial como sénior, na Série D do Brasil e pelo modesto Camboriú, com apenas 17 anos. Memórias que o defensor recorda a A BOLA com um sorriso.
«Foram com certeza momentos muito importantes para mim. O jogo na Série D, puxa… era muito novo, tinha sido o meu primeiro jogo e o segundo em que tinha sido convocado, e aí o mister lançou-me lá para dentro. Aqui também, não tinha sido chamado muitas vezes, umas cinco convocatórias, e já lá estava dentro também… e como titular! Então, sim, foram momentos muito importantes para mim e eu sou muito grato a Deus por isso», reconhece o jogador de 20 anos, com humildade.
No espaço de um ano, Otávio cimentou a sua posição no Estrela, onde se afirma como um jogador de equipa principal e, amiúde, é chamado a competir pelos sub-23, onde é capitão de equipa.
Da braçadeira na Liga Revelação à estreia pelos principais, que já passou ao terceiro jogo e à resposta dada em Alvalade, frente ao bicampeão nacional, o promissor defesa sonha com a titularidade no próximo domingo, frente ao Arouca, confessando-se motivado e a sentir que no Estrela, acima de tudo, é uma aposta concreta.
«Sim, sim. Acho que o presidente e o mister apostam muito em mim e por isso é que seja quando desço [aos sub-23] e principalmente quando estou aqui em cima [equipa principal], jogo sempre com muita responsabilidade. Treino e cuido de mim, porque sei que é por mim, pela minha família e pelo clube, que sou uma aposta do clube para, se Deus quiser, virem coisas boas», declara, mostrando-se grato à administração estrelista e, em especial, ao presidente Paulo Lopo e ao técnico principal, João Nuno.