Oskar Pietuszewski: «Fico contente por ter convencido Farioli»
Recentemente convocado para a seleção principal da Polónia, Oskar Pietuszewski encara a chamada como a concretização de um «sonho de infância». O jogador, nascido em 2008, admite que há uns anos não imaginaria que a estreia pela equipa nacional estivesse tão próxima, mas agora que «está a tornar-se realidade» espera que a mesma aconteça em breve, revelou em entrevista ao do programa Foot Truck.
Atendendo aos seus 17 anos de idade, a primeira grande memória que guarda da seleção polaca é o Euro-2016, um torneio que recorda «com mais consciência e emoção». Nessa equipa, além da «escolha óbvia» de Robert Lewandowski, Pietuszewski revela que também admirava Michal Pazdan, descrevendo-o como «uma grande figura na equipa na altura, uma personalidade incrível».
A sua mudança para o FC Porto foi uma decisão cuidadosamente ponderada e não um impulso. O jogador explica que a escolha não foi imediata, mas sim o resultado de um processo de eliminação de várias opções apresentadas pelo seu empresário. «Tínhamos uma lista de opções [...] e fomos fazendo um processo de eliminação para ver onde nos queríamos focar. Tinha de ser a melhor decisão para o meu desenvolvimento e um sítio onde me sentisse seguro. O FC Porto preenchia esses requisitos», afirmou, mostrando-se satisfeito por não ter sido uma «decisão precipitada».
Desde sempre um jogador de ataque, com capacidade para atuar no meio, na ala ou como ponta de lança, o polaco destaca-se pela sua coragem no drible, uma característica que atribui aos treinadores que o orientaram. «Sempre fui alguém que não teve medo de driblar, e foi fundamental que os treinadores não bloqueassem isso em mim. Não mataram a minha criatividade e fantasia de jogo», explicou, acrescentando que, embora o drible nem sempre seja a solução, nunca foi desincentivado a arriscar.
Questionado sobre a gestão do stress em grandes jogos, como a sua estreia pelo Jagiellonia contra o Ajax ou o clássico frente ao Benfica no Estádio da Luz, o avançado admite o nervosismo inicial. Recorda que na partida contra o Ajax, o técnico de equipamentos, Victor, lhe disse que estava «pálido». «Estava em choque, parecia um conto de fadas estar ali a correr ao lado do Jordan Henderson», confessou. No entanto, garante que após o apito inicial consegue focar-se totalmente no jogo.
A finta que deixou Otamendi no chão
Sobre o golo que marcou ao Benfica, deixando Otamendi para trás, Pietuszewski mantém os pés bem assentes na terra. «É algo marcante marcar num estádio daqueles contra um adversário tão forte. Mas, ao mesmo tempo, tento manter os pés no chão. É mais um golo, um momento muito fixe, mas [...] eu só quero continuar a trabalhar para ter mais números e continuar a evoluir».
Por fim, o jogador deixou elogios ao seu treinador, Francesco Farioli, que já o seguia desde os tempos em que atuava na Polónia. «Apesar de ser muito jovem para treinador, tem uma bagagem de experiência enorme. Ele é não só um excelente treinador, mas também uma excelente pessoa», garantiu, falando também do compatriota Bednarek.
Segundo o extremo, Bednarek integrou-se de forma muito rápida no grupo e junto do staff, assumindo um papel de liderança positiva. «É enorme. O Jan chegou e integrou-se muito rapidamente no grupo e com o staff. Tornou-se logo um líder, mas um líder positivo», afirmou, acrescentando que o defesa polaco «apoia toda a gente quando as coisas correm mal e diz o que tem a dizer quando é preciso dar um puxão de orelhas».
Oskar Pietuszewski recordou ainda um episódio marcante em campo, quando sofreu uma pancada forte com as costelas no poste, um momento que deixou a Polónia curiosa sobre as palavras de Bednarek. O defesa apressou-se a tranquilizá-lo. «Ele estava a tentar acalmar-me. Eu estava em choque porque a pancada foi muito forte», explicou. As palavras de Bednarek foram de puro incentivo: «Ele dizia: ‘Calma, vamos, não está nada partido. Tu estás a conseguir andar, por isso não está partido’. Deu-me aquele apoio para eu me recompor e voltar ao jogo o mais rápido possível».