Faltam apenas cinco grandes troféus a Pogacar. IMAGO
Faltam apenas cinco grandes troféus a Pogacar. IMAGO

Os cinco títulos que faltam a Pogacar

O corredor esloveno tem contrato por mais três anos com a UAE e já disse várias vezes que não pretende andar muito mais tempo a competir. Contudo, tem tempo mais do que suficiente para conquistar o que lhe falta e, uma dessas vitórias, pode começar a desenhar-se no sábado

Aos 27 anos e com contrato assinado com a UAE Team Emirates até 2030, Tadej Pogacar já possui um palmarés invejável no ciclismo mundial. No entanto, para cimentar o seu estatuto como um dos maiores de sempre, o esloveno ainda tem pela frente alguns desafios notáveis, a começar pelo seu regresso à Volta a Espanha em 2026.

A Tripla Coroa passa pela Vuelta

O objetivo mais imediato para Pogacar é a conquista da Vuelta, prova que o revelou ao mundo em 2019. Na sua estreia numa Grande Volta, com apenas 20 anos, conseguiu três vitórias em etapas e um lugar no pódio (3.º). Após uma ausência de sete anos, o ciclista regressará à prova espanhola como o principal favorito. Caso vença, completará a sua coleção de Grandes Voltas e juntar-se-á ao restrito clube de nove ciclistas que conquistaram a Tripla Coroa, onde já figura Jonas Vingegaard.

Itzulia e o domínio nas provas de uma semana

Outro desafio pendente é a Itzulia, a Volta ao País Basco. Pogacar participou em duas edições antes da sua ascensão meteórica em 2024, tendo como melhor resultado um terceiro lugar em 2021. Se triunfar na Itzulia, e depois de já ter vencido este ano o Tour de Romandie e a Volta à Suíça, o esloveno tornar-se-ia o primeiro ciclista na história a vencer todas as corridas históricas de uma semana, que incluem também a Volta a Catalunya, o Tirreno-Adriático, o Tour Rhone Alps e o Paris-Nice.

O «Inferno do Norte» para completar os Monumentos

A Paris-Roubaix é o único dos cinco Monumentos do ciclismo que falta no currículo de Pogacar. Nas suas duas participações, esteve perto da glória, mas foi superado por especialistas como Mathieu van der Poel e Wout van Aert em 2025 e 2026. Após ter finalmente conquistado a Milão-San Remo, uma clássica que lhe vinha a escapar, a vitória no «Inferno do Norte» parece uma questão de tempo. Se o conseguir, juntar-se-á a lendas como Eddy Merckx, De Vlaeminck e Van Looy.

Contas por saldar com os Jogos Olímpicos

A relação de Pogacar com os Jogos Olímpicos tem sido agridoce. Conquistou a medalha de bronze em Tóquio 2021, mas abdicou de Paris 2024, alegando «cansaço mental» pouco depois de vencer o seu terceiro Tour de France. A decisão terá sido motivada por um protesto contra a Federação Eslovena de Ciclismo, que não convocou a sua companheira, Urska Zigart. Os Jogos de Los Angeles 2028 perfilam-se como a sua última oportunidade para lutar pelo ouro olímpico.

O desafio do contrarrelógio mundial

Embora não seja a sua principal especialidade, Pogacar tem ainda um desafio extra: o título mundial de contrarrelógio. Em 2025, nos Mundiais do Ruanda, o esloveno tentou superar Remco Evenepoel num percurso exigente. Contudo, o belga foi avassalador e dobrou Pogacar na parte final da prova, numa imagem que ficou para a história. O colapso custou ao esloveno a medalha de bronze por apenas um segundo, terminando em quarto lugar.

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