Lionel Scaloni
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«Treinar Messi foi um sonho, nunca vi aquela aura em ninguém»

Scaloni fala no futuro da Argentina sem Messi: «Se tudo correr bem, continuarei a ser o selecionador»

Lionel Messi despediu-se da seleção da Argentina com um jogo em Buenos Aires e um triunfo por 3-0 diante do Benim. O selecionador da Albiceleste, Lionel Scaloni, abordou o futuro da equipa sem o seu capitão e deixou em aberto a sua continuidade no comando técnico.

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Apesar de a intenção da AFA passar pela renovação do vínculo do técnico para mais um ciclo mundialista, o treinador lembrou que o contrato termina em dezembro e garantiu que, para já, «ainda não há novidades» sobre o assunto.

«Se tudo correr bem, continuarei a ser o selecionador. O legado que Messi deixa é tremendo e é com isso que fico. Não haverá nada igual num campo de futebol e estamos-lhe eternamente gratos», afirmou Lionel Scaloni, preferindo antes falar da despedida do camisola 10.

«Em nenhum momento da minha vida pensei em ser treinador dele, do melhor futebolista da história. Treinar o Messi foi um sonho tornado realidade. Agradeço a possibilidade de ter estado com ele e será triste não o voltar a ver. As lágrimas são porque me vêm à cabeça muitas coisas... Deixa-nos um legado incrível... Esta história vai continuar, mas ele será irrepetível», explicou.

«Agora temos de continuar sem ele, será difícil, porque aquilo que se viveu nestes últimos anos não é normal. Estamos preparados para enfrentar isso, há jovens que estão bem. Por mais equipa que se construa, não é fácil fazer as pessoas perceberem que não é fácil. Joguei com grandes jogadores, vi muitos, mas aquilo que ele provoca nunca vi em mais ninguém, é incomparável, um extraterrestre. Partiu o melhor de todos», acrescentou.

Confrontado com o cenário de orientar a Argentina sem o camisola 10, o técnico alinhou pelo discurso do próprio Messi, antevendo tempos mais exigentes, ainda que mostre confiança na transição com novos atletas.

«Vai ser duro, ele próprio o disse agora. O que se viveu nestes anos não é algo normal e os momentos difíceis podem surgir. Estamos capacitados para enfrentá-los, com gente jovem, nova, que nos vai dar muito... Mas a sensação de o ter do nosso lado é inigualável, é muito difícil compará-la com algo e fazer as pessoas entenderem. É preciso vivê-la. É inigualável, por mais que possamos reconstruir a equipa. Podemos formar uma grande equipa com os novos jovens que vão surgindo, mas nunca vi aquela aura em ninguém em toda a minha vida. O que ele gera não vai estar cá mais. Vamos procurar novas ferramentas, mas essa sensação não existirá. Tê-lo desfrutado foi incrível e teremos de continuar sem ele», concluiu.

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