FC Porto: Gimenez e México desiludem em nova derrota, agora com o Chile
Foram duas semanas para esquecer para a seleção do México e para Santiago Gimenez, avançado do FC Porto. A expectativa criada por um bom Mundial (quatro vitórias nos quatro primeiros jogos), pese a eliminação nos oitavos de final (contra Inglaterra), deu lugar à frustração de quatro jogos sem qualquer triunfo.
Na última madrugada, em Los Angeles, perante 56539 espectadores, a seleção mexicana voltou a perder, 0-2 com o Chile, num encontro que pôs a nu as muitas lacunas da tentativa de renovação levada a cabo pelo novo selecionador Rafa Márquez.
A partida ficou ainda marcada pela homenagem prévia prestada a Guillermo Ochoa, histórico guarda-redes que passou pelo Aves SAD, sob o lema Thank You Memo, e pela estreia a titular de Alex Padilla na baliza mexicana. Apesar das várias alterações promovidas por Rafa Márquez na tentativa de encontrar soluções, o conjunto mexicano voltou a evidenciar falta de clareza e de ligação entre os seus elementos do ataque, o que gerou a crescente impaciência dos adeptos nas bancadas ao longo do encontro.
A eficácia chilena acabou por resolver a partida no segundo tempo. Aos 56 minutos, Maximiliano Gutiérrez inaugurou o marcador após assistência de Gonzalo Tapia, que recuperou a posse de bola no meio-campo e deu início à jogada concluída no interior da área adversária.
Oito minutos depois, o selecionador mexicano lançou Santiago Gimenez para o lugar de Armando González, que desiludiu como titular na posição de ponta de lança (e fez mais quatro substituições), e... 55 segundos depois o Chile fez o 2-0, numa jogada em que Johan Vásquez, acabado de entrar, ficou caído no relvado, e que Vicente Pizarro concluiu a passe de Darío Osorio.
Rafa Márquez: ahorita remontó con Santiago Giménez Santiago Giménez: https://t.co/s4NxxElMN1
— zuzu (@poetschiv) October 7, 2026
O México ainda carregou para tentar reduzir, mas quase não criou oportunidades. Santiago Gimenez fez apenas um remate, disparatado, aos 83' e a seleção termina esta série de jogos em datas FIFA com dois empates (Colômbia e Peru) e duas derrotas (Estados Unidos e Chile, que tinha sido a pior seleção sul-americana na qualificação para o Mundial, com duas vitórias em 18 jornadas), dois golos marcados e sete sofridos.
Rafa Márquez, em todo o caso, desvalorizou a série de maus resultados. «Não se pode comparar um Mundial com jogos particulares. O principal objetivo era ver jogadores e dar minutos a todos. Deu para perceber quem pode estar e quem não pode. Neste jogo faltou-nos contundência nas duas áreas, mas eram miúdos que estavam a jogar juntos pela primeira vez», assinalou.