Olise marca três para abençoar viagem da França para o Mundial
Para uma seleção como a França, que tem qualidade de sobra em todos os setores, parece sempre difícil adivinhar quem será o próximo a fazer magia. Se não é Mbappé, pode ser Dembélé. Se não é Dembélé, pode ser Doué. Os três foram titulares esta segunda-feira frente à Irlanda do Norte, mas não foi nenhum deles que 'abriu o livro'. Quem assumiu o protagonismo foi Michael Olise, extremo do Bayern, que fez os três golos do triunfo por 3-1 de les bleus contra os norte-irlandeses, no último teste dos comandados de Didier Deschamps antes de rumarem aos Estados Unidos.
Os presentes no Estádio Pierre Mouroy, em Lille, esperavam que a França se despedisse com um resultado diferente do da passada quinta-feira, em que a equipa perdeu por 1-2 com a Costa do Marfim. Para este jogo, Deschamps apresentou um onze que será um esboço muito próximo do que apresentará nos Estados Unidos. Maignan na baliza, laterais para Koundé e Theo Hernández e Saliba e Upamecano no eixo da defesa. Rabiot e Tchouaméni foram os médios no apoio aos atacantes, sempre muito livres: Doué, Dembélé, Mbappé e Olise.
O jogo teve sentido quase único, como contam os 27 remates dos anfitriões contra quatro dos visitantes. Houve, no entanto, pouco aproveitamento da França, que aos 20' celebrou golo em vão. Tchouaméni acertou no poste, a bola sobrou para Doué e o extremo do PSG serviu para o golo de Mbappé, mas o criativo dos parisienses estava fora de jogo. Aos 43', o remate bloqueado de Dembélé sobrou para Michael Olise, que atirou a contar.
O segundo tempo começou precisamente como acabou o primeiro: com golo do esquerdino do Bayern. O cabeceamento de Theo foi cortado e, com um remate fortíssimo de primeira, Olise fez o 2-0 aos 49'. A toada da partida continuou a ser a mesma, mas, num momento de desatenção, o contra-ataque irlandês foi feliz. Upamecano errou o corte, Shea Charles avançou pela esquerda e serviu Patrick Kelly, que, aos 64', reduziu a desvantagem.
Que não se pense que este revés afetou o recital de Olise. Aliás: a melhor obra do francês estava ainda por vir. Aos 75', já depois de perdida incrível de Mbappé, recebeu na direita e passou pelo opositor direto. Olhou para a baliza e, com um remate em arco sensacional, fez o 3-1. Magia pura do extremo, que chega ao Mundial como um dos indiscutíveis melhores do Mundo.
Assim terminou o último teste da França antes do Campeonato do Mundo. Depois de duas finais consecutivas, que terminaram em vitória em 2018 e derrota em 2022, os gauleses voltaram a mostrar que têm qualidade mais do que suficiente para serem, mais uma vez, candidatos ao título.