Jesse derry fez o 2-0 para o Sporting frente ao Mónaco - FOTO: LUSA/RODRIGO ANTUNES
Jesse derry fez o 2-0 para o Sporting frente ao Mónaco - FOTO: LUSA/RODRIGO ANTUNES

O violino do leão tocou com arco de Jesse Derry (crónica)

Sporting foi absolutamente dominador perante o 7.º classificado da Ligue 1 da época passada e troféu acabou em casa. Inglês emprestado pelo Chelsea marcou golaço e Pote jogou quase 30' para a despedida

O troféu é do Sporting e o jogo também o foi. Nem sempre é assim, mas este Cinco Violinos foi, provavelmente, umas das edições em que o leão foi mais autoritário sobre o convidado.

O leão acabou por ser simpático para o Mónaco, pois tanta criação até devia ter terminado em goleada. Acabou num 2-0, com Nel a desbloquear o marcador e Jesse Derry a trazer o arco com que o leão deu este concerto.

A última impressão que ficou do primeiro tempo foi completamente a contrária daquilo que se passou. Um Mónaco perto da baliza leonina. Foram cinco minutos, apenas, porque no resto do tempo, o Sporting dominou de tal forma que, praticamente de três em três minutos, chegava à área contrária para rematar.

Diz-se que o resultado é o menos importante na pré-época, e este, o do intervalo, era um grande enganador. O primeiro lance dos leões nasceu dos pés de Flávio Gonçalves - mais um jogo de encher o olho - e nem terminou num remate. Mas a ideia ficou e os verdes e brancos criaram oportunidades, umas mais flagrantes que outras aos 6’, 10’, 13’, 16’ - esta de Catamo ao poste -, 17’ - grande ocasião de Flávio Gonçalves perante o guardião oposto -, 20’, 21’, 26’, 29’, 33’ e tudo terminou aos 38, quando Geny caiu na área.

Ser do Mónaco era viver em aflição, ser do Sporting era estar otimista e confiante, ainda que faltasse a única coisa que dita o sucesso: golos. Rui Borges estruturou uma estratégia defensiva em 4x4x2, com Zalazar a pressionar na frente com Nel e com os que vinham atrás a respeitarem os movimentos dos primeiros a saltar para a frente dos adversários.

Por outras palavras, a pressão era boa e o progresso, em trocas de bola rápidas, também com Geny de um lado e Flávio Gonçalves do outro, Altimira a baixar para o meio dos centrais nalgumas saídas e Doumbia a ajudar tanto o espanhol, como os do ataque.

Até que o Mónaco entendeu qualquer coisa. Jogou longo para um apoio frontal e subiu um pouco no terreno, ainda que o grande lance dos visitantes tivesse origem num erro individual de Felicíssimo que Quaresma corrigiu.

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O segundo tempo não retirou autoridade leonina, pelo contrário. Ela foi, finalmente, confirmada com golos.

Os verdes e brancos foram uns anfitriões enganadores. Na medida em que o convidado teve direito a ter bola, enquanto o leão teve o proveito. As trocas de Rui Borge toruxeram Pote para o jogo, levaram Doumbia para a esquerda e Nel para a cara do golo. Este leão está tão afinado que recuperou uma bola alta, fez uma excelente combinação no corredor central, que criou espaço à direita para Luís Guilherme cruzar e Nel fazer o 1-0.

O Mónaco ainda reagiu, Filipe Luís meteu 10 jogadores de uma só vez e perante a segunda equipa monegasca, o leão continuou a entrar na área em sequência, a ganhar a bola em zonas altas e Derry atirou em arco para um 2-0 que foi a nota mais bem tocada da noite. Tudo o que se seguiu foi desperdício leonino, com mais ocasiões, e com um ponto importante pelo meio: a saída de Pedro Gonçalves, que esteve em campo menos de meia hora. O troféu vai ficar em casa, Pedro Gonçalves não, mas sairá com a certeza que a última sinfonia foi perfeita.

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