Prestianni em lance no jogo do Benfica com o Moreirense (foto: Catarina Morais/Kapta+
Prestianni em lance no jogo do Benfica com o Moreirense (foto: Catarina Morais/Kapta+

Prestianni e Schjelderup: o novo pesadelo dos defesas (as notas do Benfica)

Argentino e norueguês endiabrados na goleada das águias em Moreira de Cónegos, 3.ª jornada do campeonato
Melhor em campo - Prestianni (8)

Mais um jogo incrível do argentino de 20 anos, desta vez não na posição de extremo, mas ao centro, como número 10, onde até aqui jogava Sudakov. Prestianni voltou a colocar talento, alma e eficácia no jogo e voltou, igualmente, a ser o elemento mais entusiasmante da equipa. Logo no primeiro minuto do jogo colocou Pavlidis na cara do golo, mas o grego estava em posição irregular. Aos 6’, Prestianni rematou para boa defesa de André Ferreira, aos 18’ disparou por cima da trave, aos 28’ fez novo remate em zona frontal à baliza, aos 29’ ofereceu a Schjelderup a possibilidade de rematar com perigo. Voltou a vestir a pele de assistente quando, aos 35’, deixou Dahl em situação perfeita para finalizar e, no intervalo de tanto, Prestianni foi ainda mais: intenso e agressivo na recuperação, inteligente a recuar para receber bola e ligar a equipa. E parecendo difícil, ainda conseguiu melhor: depois de grande jogada ofereceu o segundo golo a Schjelderup e aos 59’ correu meio-campo fora e finalizou com classe, para o terceiro golo das águias.

(6) SAMUEL SOARES - Exibição sólida e segura, entre os postes e também fora deles. Aos 13 minutos percebeu que Parcemain iria ficar isolado e antecipou-se fora da área. Merece destaque o lance, aos 40’, em que o guarda-redes se projetou em voo e a soco, com muita coragem, negando possibilidade de remate potencialmente perigoso, novamente a Parcemain.

(5) BANJAQUI - Estreia absoluta, e a titular, o jovem lateral-direito de 18 anos começou um pouco nervoso, perdendo alguns passes em zona defensiva. Foi crescendo, jogando pelo seguro e sobretudo ganhou atrevimento para se projetar pelo flanco, no ataque. Até final do jogo alternou entre a insegurança e a vontade de mostrar serviço.

(6) TOMÁS ARAÚJO - Esteve perto de marcar de cabeça (36’), mas André Ferreira fez uma grande defesa. Globalmente atento e prático a limpar lances defensivos, mas aos 40’ deixou-se bater em velocidade e não teve força para travar Parcemain; valeu Samuel Soares à equipa.

(7) LENGLET - Primeira parte de grande nível, com o central a juntar a competência defensiva a uma invulgar capacidade no passe longo. Dessa forma, aos 6 minutos descobriu Prestianni solto na área do Moreirense e Pavlidis, aos 15’. Aos 7’ subiu e rematou de cabeça com perigo, fazendo o mesmo aos 38’ e aos 44’; neste último lance ‘ganhou’ penálti para o primeiro golo da equipa.

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(5) DAHL - Certinho como um relógio a defender e na segurança do passe, mas com impacto discreto no ataque. Aos 35 minutos teve possibilidade de se destacar, mas falhou incrivelmente o remate, no coração da área, na sequência de grande passe de Prestianni.

(6) JOÃO PALHINHA - Lutou muito no meio-campo, recuperou muitas bolas, dobrou bem os laterais, mas também se precipitou um pouco no passe e perdeu alguns lances. Aos 51 minutos fez um belo passe longo para a velocidade de Prestianni e depois seria o próprio Palhinha a finalizar, com um remate ao lado do poste. Aos 65’ voltou a ter qualidade para lançar Rafa na área.

(6) LEANDRO BARREIRO - Batalhador e contribuição preciosa para uma reação forte à perda da bola. Aos 28 minutos quase conseguia desviar para a baliza do Moreirense um remate deficiente de Prestianni e aos 39’ conseguiu ganhar espaço e com mais qualidade no domínio da bola poderia ter causado muito perigo.

(7) RAFA - Sempre à espreita do espaço para finalizar e influente na circulação de bola. Aos 6 minutos teve grande oportunidade, mas rematou ao lado do poste. Aos 35’ voltou a tentar a sorte, e desta vez foi André Ferreira a travar a intenção. Rafa também foi solidário a defender.

(8) SCHJELDERUP - Estreou-se a titular na Liga. Revelou entendimento perfeito com Prestianni, somando lances, cruzamentos, remates que colocaram em água a cabeça dos defesas do Moreirense. Aos 7 minutos colocou a bola na cabeça de Lenglet e aos 29’ rematou com perigo, ao lado do poste. Aos 42’ o extremo norueguês voltou a ficar perto do golo, num livre direto, aos 55’ marcou mesmo, de primeira, na sequência de novo lance de entendimento com Prestianni. Aos 72’ assistiu, ainda que de forma involuntária, no golo de Aursnes. Até final, Schjelderup continuou a acelerar na direção do golo.

(7) PAVLIDIS - Logo no minuto 1 surgiu solto na área e rematou com perigo, mas estava em posição irregular. Recuou, jogou de costas para a baliza para ligar a transição, esticou a equipa pelas alas, serviu companheiros e procurou espaço para o remate. Aos 45+3’ não tremeu e concretizou o penálti para o primeiro golo.

(6) AURSNES - Entou aos 72 minutos e precisou apenas de mais 6 para marcar o quarto golo da equipa, aparecendo com oportunidade a aproveitar um passe de Schjelderup que nem era para ele. De resto, sem mácula: critério no passe, geometria em favor da equipa. Procura ainda o melhor ritmo.

(5) LUKEBAKIO - Tentou ser influente e teve momentos interessantes no flanco.

(5) DURÁN - Dinâmico e disponível para ser o primeiro defesa. Não teve espaço, nem bola para ser mais influente.

(5) EL KAROUANI - Estreia do lateral-esquerdo ainda com pouco para registar. A defender foi competente, a atacar teve pouco espaço para se projetar.

(—) SUDAKOV - Entrou no final e manteve a ideia da equipa, sem tempo para mais.

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