Rui Borges falou em conferência de imprensa, após o triunfo na Taça de Portugal. Foto: Miguel Nunes
Rui Borges falou em conferência de imprensa, após o triunfo na Taça de Portugal. Foto: Miguel Nunes

O prolongamento, Nuno Santos e o FC Porto: tudo o que disse Rui Borges

Treinador do Sporting admitiu que a equipa se «pôs a jeito», mas deu mérito aos jogadores. Projetou o clássico da próxima segunda-feira e prometeu que o tempo extra de jogo na prova rainha não será desculpa

A equipa talvez pudesse ter resolvido o jogo de outra forma depois do 2-0, mas ainda assim ficou o objetivo cumprido. É isso que fica para a história? 

Objetivo cumprido, é certo. Estávamos a fazer um jogo competente até ao 2-0. Depois do 2-0, entrámos ali, se calhar, num relaxamento coletivo que levou a que o Aves SAD, em dois lances fortuitos, acabasse por marcar dois golos e acreditar no resultado. Depois, nos últimos minutos, mais prolongamento, entrámos ali num stress mental em que falhámos muitos passes. Acabámos por nos pôr a jeito, mas também tivemos mérito porque acreditámos. 

Que impacto acha que pode ter o prolongamento para o clássico? É decisivo para as contas do título? 

Vão estar mais cansados nestes próximos dias, mas não será nem poderá servir de desculpa para aquilo que será a nossa exigência em relação ao clássico. Temos de nos adaptar a isso. Chegarão na melhor forma. Acredito que é um jogo importante, mas não é um jogo decisivo, na minha opinião. 

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Acredita que o cansaço acumulado do Suárez pode pesar no jogo contra o FC Porto? 

Vai descansar e vai estar na sua melhor forma para disputar o jogo. Se lhe perguntasse hoje se queria descansar, ele ia-me dizer que não. O cansaço não servirá de desculpa. Acredito que aquilo que é a exigência, aquilo que é a motivação de disputar um clássico vai sobrepor-se a estes 30 minutos extra de hoje. 

Sobre o regresso deNuno Santos. 

Feliz por ele voltar aos relvados depois de uma lesão grave. Vê-lo voltar é fantástico. Agora, foi uma paragem longa, está longe da sua melhor performance. Não estava destinado a jogar tanto, se calhar ele ficou feliz, porque jogou mais minutos, mas ainda está longe daquilo que é o Nuno que nós queremos, que ele quer ser e que ele é. Chegará lá, com toda a certeza. Agora há que ter alguma calma e paciência para entender isso. É um jogador que nos dá as duas soluções: tanto pode jogar a lateral como a médio. A sua inteligência, a sua capacidade técnica é acima da média e é mais um que vem acrescentar muita qualidade e competitividade. 

É quase obrigatório o Sporting não perder no Dragão?

Faremos tudo para ganhar o jogo. Não é um jogo decisivo. Para mim, não é. Porque faltam muitos jogos. Já dei várias vezes o nosso exemplo da época passada. O futebol muda tudo muito rápido. As equipas estão cada vez mais competitivas, querem pontos, precisam deles e vão bater-se pelos pontos.  É um jogo importante, eu percebo — o primeiro e o segundo classificado — mas não é um jogo decisivo.