Central do Casa Pia abriu o livro em entrevista a A BOLA

«O adversário mais difícil de marcar? Pavlidis...»

Aos 25 anos, David Sousa, central do Casa Pia, não esconde o sonho de chegar ao futebol inglês... e ao escrete. Avançado do Benfica deixou marca na memória

— O Casa Pia fez uma época abaixo das expectativas em 2025/26, mas foi a primeira equipa a conseguir vencer o FC Porto, que viria a sagrar-se campeão, na Liga. Essa vitória teve um significado especial para vocês?

— Com certeza. O FC Porto ainda não tinha perdido, estava invicto no campeonato. Foi um jogo de superação, onde nos unimos e não tememos o adversário, mesmo que, na altura, eles ainda não tivessem perdido. E eram a equipa que melhor futebol apresentava em Portugal. Foi um jogo especial, que me marcou. Aliás, eu até abri a testa, por causa de um lance com o William Gomes [o extremo do FC Porto foi expulso]. Também foi fantástico jogar contra um ídolo como o Thiago Silva, uma pessoa que admiro muito. Foi algo muito marcante para mim.

— Já percebemos que o futuro imediato passa pelo Casa Pia, mas tem algum campeonato onde sonhe jogar ou clube que queira muito representar?

­— Tenho a Premier League como grande objetivo. Gosto muito do futebol em Inglaterra e trabalho para, um dia, estar a jogar nesse campeonato.

— A seleção do Brasil também é um sonho possível?

— Acredito que sim. Acho que tenho crescido e a cada época tenho dado um salto. Talvez um dia possa representar o meu país. É um sonho de criança.

— Que objetivos individuais tem para a nova temporada?

— Fazer todos os jogos ao nível mais alto possível. É esse o meu objetivo.

«O Pavlidis captou muito a minha atenção»

Desafiado a nomear o adversário mais difícil que teve pela frente na primeira época ao serviço dos gansos, David Sousa tinha a resposta na ponta da língua. «É mais difícil marcar quem sai muito da grande área e quem se relaciona bem com os médios, porque temos de estar sempre com atenção. São jogadores que te atraem para que outra pessoa entre no lugar dele. O Pavlidis faz muito isso e captou muito a minha atenção. E é um jogador muito técnico», justifica o central. Quanto às caras novas que já reforçaram o plantel do Casa Pia, surpreende: «Ainda é cedo, mas já tive tempo para observar o Gabi [ex-Felgueiras]. É muito técnico, relaciona-se bem com os médios e vai fazer com que o nosso jogo cresça.»

A entrevista a David Sousa na íntegra

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