«Retirámos inúmeras coisas da última época, não queremos cometer os mesmos erros»
David Sousa, central canhoto, de 25 anos, do Casa Pia, confia numa época muito mais tranquila do que a anterior e admite sentir-se à vontade no novo sistema tático, de quatro defesas, trabalhado pelo treinador Filipe Coelho.
— Depois de uma época atribulada, o Casa Pia renova a ambição. O que aprenderam com os sobressaltos da última temporada?
— A época passada foi bastante conturbada. Conseguimos manter-nos na Liga já no play-off e retirámos daí inúmeras coisas. Mas agora, com o míster Filipe [Coelho], temos feito uma boa preparação, para não cometermos os mesmos erros. É um grupo novo, saíram muitos jogadores, mas temos feito uma pré-época e um estágio muito bons. Tenho a certeza que este ano vai ser muito positivo para nós. Vamos alcançar os objetivos com mais tranquilidade.
— Que sensações vos tem transmitido o treinador, Filipe Coelho, nesta pré-época?
— As melhores possíveis. É um treinador que gosta de assumir o jogo, de ser agressivo na pressão, e isso encaixa-se no grupo que temos e nos jogadores que estão a chegar. Estamos a responder bem ao trabalho do míster.
— Já disse que vão «alcançar os objetivos com tranquilidade». Que metas são essas?
— Conseguirmos a manutenção o mais depressa possível. Mas queremos continuar a ser humildes, esse é o primeiro ponto.
— Estavam habituados a jogar num sistema de três centrais... É algo que vai mudar?
— Desde o arranque com o míster Filipe que temos vindo a atuar com uma linha de quatro. Ainda não trabalhámos com ele em linha de três ou de cinco e creio que será para manter.
— E em que sistema é que o David se sente mais confortável?
— No Brasil, joguei sempre numa linha de quatro defesas. Só comecei a jogar em linha de três na Europa, na Bélgica e aqui, em Portugal. Sinto-me mais à vontade numa linha de quatro, mas não há problema se for preciso jogar com três, estou pronto para tudo!
— Chegou ao Casa Pia em 2025 e afirmou-se como indiscutível...
— Estive quase quatro anos na Bélgica [no RWDM Brussels] e foi uma escola muito boa, aprendi muita coisa lá. Vejo Portugal como o Brasil na Europa, então a adaptação foi muito fácil. Os meus companheiros também me ajudaram bastante, foi tudo muito rápido. Comecei a jogar rapidamente e o pessoal deu-me muita confiança para mostrar o meu futebol.
— Ter um professor como José Fonte em campo ajudou, não?
— Gosto de jogar com gente mais velha, porque gosto de absorver e aprender ao máximo. Sou uma pessoa que escuta bastante. O José é um grande profissional. O que me impressionou e aquilo a que prestei mais atenção nele foi a mentalidade que tem. Uma mentalidade vencedora, fosse num treino simples ou num mais complexo, para o jogo mais difícil ou para o jogo mais simples... A mentalidade vencedora dele está sempre viva.
— O que pode prometer aos adeptos do Casa Pia para 2026/27?
— Vamos fazer tudo para levar o Casa Pia ao mais alto nível possível no campeonato. Com a ajuda do míster e dos reforços que estão a chegar, tenho a certeza que vamos alcançar os objetivos rapidamente e fazer uma época bonita.