Nova ÑBA para defrontar Portugal
E, em poucos meses, de apenas dois jogadores durante a temporada 2025/26, a Espanha – que Portugal vai defrontar em Saragoça, a 28 de agosto, a contar para o Grupo I da segunda fase de qualificação para o Mundial do Qatar 2027 - pode vir a ter seis elementos no 81.º campeonato da NBA.
Algo que o país vizinho não via há muito depois de grande parte da sua geração de ouro ter brilhado na liga americana, a que chamavam ÑBA, conseguindo registar um máximo de nove basquetebolistas durante a época 2016/17. Isto num total de 20 espanhóis que actuaram na NBA desde a estreia do poste Fernando Martin, em 1986/87, pelos Blazers.
Isto porque, ao extremo/poste Santi Aldama, que neste defeso foi trocado dos Grizzlies para os Mavericks, e ao base/extremo Hugo González, companheiro de equipa de Neemias Queta nos Celtics, juntam-se agora três jogadores escolhidos no draft: o poste Aday Mara, que estava na Universidade de Michigan e foi opção dos Thunder na 12.ª posição; o base/extremo Sergio de Larrea (Valência), 25.ª escolha dos Lakers, mas transferido para os Mavs; e o extremo Baba Miller (U. Cincinnati), campeão mundial sub-19 em 2023, 37.º do draft por decisão dos Thunder e enviado na mesma tarde para os Heat.
Claro que qualquer um dose três terá ainda de confirmar o seu lugar na equipa quando a competição arrancar no final de outubro, sobretudo Miller que vem da segunda ronda e não tem um contrato garantido, mas mostra o inicio da renovação do basquete espanhol que têm três estrelas campeãs da NBA: Paul Gasol (Lakers), duas vezes; Marc Gasol (Raptors); e Serge Ibaka (Raptors).
Mas, se para se estrearem na NBA os três novos espanhóis na liga ainda vão ter de esperar um pouco, para o embate contra Portugal todos os cinco estão convocados numa seleção em que Chus Mateo, mistura essa juventude com elementos de grande experiência internacional na equipa principal. São os casos dos irmãos Willy (Unicaja, 117 internacionalizações) e Juancho Hernangómez (Panathinaikos, 86), que já passaram pela NBA, Darío Brizuela (Barça, 73), Jaime Pradilla (Real Madrid, 51), Joel Parra (Barça, 56), Alberto Díaz (Unicaja, 54) ou Santi Yusta (Efes Istanbul, 30). Depois há ainda o referido Santi Aldama (Mavericks, 29), Sergio de Larrea (Mavericks, 15), Mario Saint-Supéry (Valencia, 15), Izan Almansa (Real Madrid, 10), Álvaro Cárdenas (Valencia, 7), Hugo González (Celtics, 4) e os estreantes Aday Mara (Thunder) e Baba Miller (Clippers).
De regresso à NBA, após uma passagem de seis temporadas na Europa, está o croata Mario Hezonja, de 31 anos, para alinhar nos Cavaliers, com quem assinou por uma época depois de uma ausência desde 2019/20 na liga.
Se em 2015, quando foi a 5.ª escolha dos Magic no draft, Hezonja encontrava-se no Barcelona, neste momento defendia as cores do Real Madrid, que já anunciou a libertação do jogador que alinhava pelos merengues há quatro épocas e por quem venceu a Euroliga em 2022/23. Na última temporada foi eleito MVP da Liga ACB, com médias de 15 pontos, 4,3 ressaltos e 2,1 assistências. Isto depois de ter sido campeão de Espanha em 2023/24 e 2024/25.
Para além dos Magic, onde esteve três anos, Mario, passou ainda pelos Knicks e Blazers, que depois o enviaram para os Grizzlies, que um mês mais tarde o dispensaram.
«Nunca gostei da forma como saí da NBA, mas estes últimos 5 anos foram exatamente o que queria e precisava! Estou super feliz que o meu novo capítulo seja com uma equipa e organização que sempre admirei e respeitei!», escreveu Mario Hezonja nas redes sociais depois do anuncio inicial do Real Madrid.
A sua passagem pelos Knicks, na temporada 2018-19, ficou marcada por momentos memoráveis, como um desarme de lançamento decisivo sobre LeBron James, que garantiu a vitória contra os Lakers, e o seu primeiro triplo-duplo da carreira. Após a sua passagem por Nova Iorque, assinou pelos Portland, sendo depois trocado para os Memphis Grizzlies em 2020, que 20 dias depois o dispensaram, levando ao seu regresso à Europa, mais propriamente ao Panathinaikos.