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No calor do Texas, frieza dos faraós fez a diferença (crónica)
Austrália e Egito procuravam a primeira vitória de sempre numa fase a eliminar de um Mundial e, no fim de 120 minutos divididos, foi o conjunto africano quem escreveu história, vencendo por 4-2 nas grandes penalidades, depois do empate a um golo.
No Texas, quem ditou a lei foi... a eficácia. A turma australiana deu uma boa imagem nos primeiros minutos e até teve a primeira (meia) oportunidade, quando um remate de Volpato rasou a barra da baliza adversária (5'). O problema para os socceroos foi que os egípcios não ameaçaram... marcaram. Logo na primeira grande chance que tiveram, os africanos chegaram ao golo por Ashour, que apareceu sozinho ao segundo poste e, com um grande cabeceamento, concluiu da melhor maneira um cruzamento de Hafez (13').
O resto do primeiro tempo teve pouco (ou nada) mais a destacar. A reação australiana foi tímida, enquanto o Egito — com Salah e Marmoush pouco em jogo — procurou gerir a vantagem e baixar o ritmo do encontro. A partida entrou numa fase mais confusa, marcada por muitos duelos físicos, pouca fluidez e escassas oportunidades até ao intervalo.
O início do segundo tempo foi parecido ao do primeiro... mas ao contrário. Depois de Marmoush desperdiçar uma ocasião flagrante na cara de Beach (46'), a Austrália chegou ao empate. Livre lateral cobrado por O'Neill e Hany a voltar a marcar... na própria baliza (55'). Segundo autogolo para o azarado defesa neste Mundial.
Depois, novamente a mesma história a repetir-se perante os milhares que assistiam ao encontro em Arlington: jogo divido, com sucessivas disputas a meio-campo, falta de criatividade ofensiva e poucas situações de verdadeiro perigo.
Só na compensação a partida voltou a ganhar vida, com Beach a vestir a capa de herói ao negar o golo a Rabia, antigo jogador do Sporting, com uma defesa extraordinária (90+3'), antes de voltar estar em evidência ao travar Salah (90+4'), segurando o empate e levando o encontro para prolongamento.
Beach segura o empate 🧤
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Grande defesa do guardião australiano envia o jogo para prolongamento em Dallas!#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Austrália #Egipto pic.twitter.com/iA6DH1kdFf
No tempo extra, o Egito assumiu por completo as rédeas da partida. Com mais posse de bola e instalado no meio-campo australiano, o conjunto africano carregou em busca do golo que evitasse a lotaria dos penáltis. Salah apareceu mais vezes no jogo e tentou liderar o assalto final, mas encontrou pela frente uma muralha formada por Harry Souttar e Beach, que empurraram a decisão para a marca dos onze metros.
Na hora da verdade, a nódoa caiu no melhor pano. Souttar, que tinha sido o grande pilar defensivo da Austrália, desperdiçou a sua grande penalidade. Herrington fez o mesmo e abriu definitivamente a porta à festa egípcia. O Egito venceu por 4-2 no desempate da marca dos onze metros, conquistando pela primeira vez na sua história um triunfo numa fase a eliminar de um Campeonato do Mundo e regressando aos oitavos de final... 92 anos depois.
Ninguém dorme hoje no Egipto 🇪🇬
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Os egipcios vencem a Austrália nas grandes penalidades e ficam a aguardar o vencedor do Argentina x Cabo Verde nos oitavos do Mundial FIFA 2026!#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Austrália #Egipto pic.twitter.com/z0sxBeO7Us
Esteve em todo o lado, todo o tempo. Começou do lado direito do ataque e acabou a jogar no meio-campo, estando sempre envolvido nos momentos de perigo. Pelo meio, ainda teve tempo para marcar o golo dos faraós, num grande golpe de cabeça.
Foi o verdadeiro muro da Austrália. Ganhou duelos, limpou tudo o que apareceu na sua zona e ainda participou na jogada que originou o golo dos Socceroos. Uma exibição irrepreensível a nível defensivo, que não merecia o desfecho cruel dos penáltis: chamado a assumir a responsabilidade, atirou por cima da baliza egípcia e passou de herói a rosto da desilusão australiana.
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