NES no Championship: há 15 anos que um despromovido não somava tantos pontos
O West Ham, de Nuno Espírito Santo e Mateus Fernandes, foi despromovido ao Championship pela primeira vez em 15 anos, apesar de uma vitória caseira por 3-0 sobre o Leeds. O triunfo do Tottenham, graças ao golo de João Palhinha, diante do Everton, selou o destino dos hammers, que caem para o segundo escalão do futebol inglês.
A equipa da casa precisava de vencer e esperar por uma derrota dos spurs para garantir a manutenção, tendo iniciado a jornada a dois pontos do seu rival direto e com uma diferença de golos muito inferior.
A notícia do golo do Tottenham na primeira parte silenciou o London Stadium, deixando o West Ham dependente de uma reviravolta do Everton que nunca chegou. A equipa da casa raramente pareceu capaz de marcar até que Taty Castellanos, aos 67 minutos, deu esperança com um golo de cabeça.
A 10 minutos do final, Jarrod Bowen aumentou a vantagem e garantiu os três pontos, levando muitos adeptos a focarem-se nas atualizações do jogo do Tottenham. Já no tempo de compensação, Callum Wilson assinou um belo terceiro golo, mas o esforço foi em vão, pois a vitória tangencial dos spurs condenou o West Ham à sua primeira despromoção desde a época 2010/11.
«É uma situação horrível no futebol... a despromoção para um clube como este dói. Fizemos o suficiente em termos de resultado, mas ao longo da época não fomos suficientemente consistentes», afirmou Bowen à Sky Sports.
39 pontos insuficientes para a manutenção
O West Ham terminou a época com 39 pontos em 38 jogos, a pontuação mais alta para uma equipa despromovida desde que o Birmingham e o Blackpool caíram com os mesmos 39 pontos em 2010/11. O péssimo início de temporada, com apenas quatro pontos somados nos primeiros nove jogos, é apontado como a principal causa da queda.
Apenas três anos após a conquista da Conference League, os problemas dos hammers são atribuídos a anos de má gestão e contratações deficientes. Os protestos dos adeptos contra a direção, suspensos durante grande parte do jogo, ecoaram nas bancadas após o golo de Castellanos, com cânticos a pedir a demissão da administração.
«Na época passada estivemos numa situação semelhante, mas conseguimos safar-nos. Esta época não conseguimos porque estivemos lá em baixo durante toda a temporada», acrescentou Bowen.
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