Não é só Durán: Arouca indignado com castigo a Rukavina
O «Caso Durán» tem sido acompanhado com particular atenção pelo Arouca, que contesta também uma expulsão, no caso a de Gabriel Rukavina, em Alverca. De acordo com informações apuradas por A BOLA, o emblema liderado por Carlos Pinho está indignado com o desenrolar do processo, tendo em conta que o avançado croata foi suspenso por um jogo.
Tal como o Santa Clara-Benfica, o Alverca-Arouca também terminou com uma confusão generalizada. Pedro Ramalho, árbitro do encontro, expulsou dois jogadores - com cartão vermelho direto - após o apito final: André Vidigal, da equipa da casa, e Gabriel Rukavina, da formação visitante, que venceu o encontro por 1-0.
O mapa de castigos do Conselho de Disciplina, divulgado esta quinta-feira, revelou a fundamentação do árbitro: «Após o final do jogo, iniciou um conflito generalizado entre elementos de ambas as equipas encostando a cabeça a um adversário de forma agressiva, tendo sido posteriormente separado por colegas de equipa».
No dia 27 foram pedidos esclarecimentos ao árbitro da partida, que respondeu que a sua equipa «não conseguiu vislumbrar quem dos dois jogadores expulsos iniciou o conflito generalizado». «Apenas identificamos o momento quando eles já estavam a encostar a cabeça um ao outro de forma agressiva», acrescentou Pedro Ramalho.
Confrontado com os relatórios e com o esclarecimento adicional da equipa de arbitragem, o Arouca contestou, até porque o jogador garantiu, internamente, nada ter feito: «O jogador Rukavina impugna expressamente a descrição do relatório de arbitragem segundo a qual, após o final do jogo, teria iniciado um conflito generalizado, encostando a cabeça a um adversário de forma agressiva. Tal factualidade não corresponde à verdade: o jogador não encostou a cabeça à de qualquer adversário, nem praticou qualquer gesto de agressão. Nega, igualmente, ter desencadeado o referido conflito».
O Arouca juntou dois vídeos à defesa apresentada, por entender que «documentam a aglomeração de diversos jogadores e outros intervenientes após o apito final, sem evidenciarem qualquer contacto de cabeças ou agressão praticada por Rukavina».
«A mera presença numa situação de confusão não permite imputar-lhe a concreta conduta descrita», considerou ainda o clube presidido por Carlos Pinho, que contestou que Rukavina e André Vidigal tenham sido responsabilizados em igual medida.
Acrescentando que o delegado da Liga nada acrescentou, o Arouca solicitou o arquivamento do processo, sem sanção.
O Conselho de Disciplina entendeu, contudo, que não existia «qualquer abalo à credibilidade probatória reforçada do relato do árbitro», e aplicou um jogo de suspensão a Rukavina, para além de uma multa de 281 euros. Uma decisão que gerou indignação em Arouca.