Grandes estrelas mundiais estão a criar equipas para concorrer ao Mundial de barcos elétricos
Grandes estrelas mundiais estão a criar equipas para concorrer ao Mundial de barcos elétricos

Mundial de barcos elétricos corre-se domingo em Luanda com Will Smith a competir por Angola

Dez equipas, vinte pilotos, zero emissões — e uma luta pelo título tão apertada que pode decidir-se em segundos. Este fim de semana, a Baía de Luanda deixa de ser apenas paisagem e passa a ser palco do E1 World Championship, pela primeira vez na história da África Austral.

Um barco a sair da água, suspenso sobre lâminas finas de metal, a cortar o mar a quase noventa quilómetros por hora, sem motor a explosão, sem cheiro a combustível, quase sem ruído. É essa a imagem que a Baía de Luanda vai emprestar ao mundo este domingo, dia 13, quando arrancar a corrida principal da etapa angolana do UIM E1 World Championship — o primeiro campeonato do planeta feito inteiramente com barcos elétricos. Depois de escalas em Jeddah, no Lago de Como, em Dubrovnik e em Mónaco, a competição atravessa o Atlântico e pousa, pela primeira vez, na África Austral.

Em conferência de imprensa, responsáveis do Governo deixaram claro que veem na E1 uma oportunidade rara de colocar Luanda ao lado de Mónaco e Miami no imaginário internacional, sem gastar uma fração do que custaria uma campanha publicitária equivalente. O secretário de Estado para o Turismo, Augusto Kalikemala, resumiu bem a lógica do investimento: quando as equipas pertencem a nomes como Will Smith, LeBron James, Rafael Nadal, Didier Drogba ou Tom Brady, a exposição chega sozinha, e chega a mais de cem países. É publicidade que nenhum ministério do turismo conseguiria pagar e que, neste caso, vem incluída no bilhete.

Há também uma segunda camada, menos falada mas igualmente deliberada, «mostrar Angola ligada à transição energética e à proteção da costa, numa modalidade que nasceu, precisamente, para provar que a alta velocidade e as zero emissões podem andar juntas».

Faltam apenas duas etapas para o fim da temporada, ambas em Miami em Novembro, e o título ainda pode ir para qualquer lado. Na frente está a Team Brady, do antigo quarterback norte-americano, com 119 pontos. Mas a perseguição está a nove pontos de distância — e vem, precisamente, da equipa da casa. A Westbrook Racing by Visit Angola, de Will Smith, assumiu a identidade angolana a meio da temporada e chega a Luanda a correr, literalmente, em casa, com a companhia aérea TAAG a estrear-se esta semana como parceira oficial.

A Westbrook Racing by Visit Angola, de Will Smith, tentará um título inédito para Angola

Para a Brady, é a terceira vez que tenta manter-se no topo depois de já ter conquistado os dois títulos disputados até hoje — em 2024 e em 2025, este último decidido por uma margem tão curta que chegou a haver dúvidas sobre se a equipa se qualificaria sequer para a final. Ninguém, até agora, conseguiu tirar-lhes a coroa. Mas em Mónaco, na última etapa, a equipa de casa, a Drogba Global Africa, mostrou que as surpresas ainda são possíveis e conquistou a primeira vitória de sempre saltando seis lugares na tabela num único fim de semana.

O barco chama-se RaceBird, é desenhado pela norueguesa Sophi Horne e é rigorosamente igual para todas as equipas, tem sete metros de fibra de carbono, motor eléctrico de 150 quilowatts, capaz de elevar o casco sobre hidrofólios e ultrapassar os oitenta quilómetros por hora. Como o material é o mesmo para todos, a diferença fica inteiramente por conta de quem pilota.Cada equipa alinha um piloto e uma piloto, e não há corridas separadas por género, ou seja, todos competem lado a lado, nas mesmas mangas, pelos mesmos pontos.

Depois de Luanda, o calendário aponta diretamente para o desfecho: duas corridas em dias consecutivos, em Miami, a 13 e 14 de Novembro. É lá que se decide, finalmente, quem fica com o título de Campeões da Água em 2

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