Ruben Amorim com Gonçalo Ramos
Ruben Amorim com Gonçalo Ramos

Amorim 'puxa as orelhas' a Gonçalo Ramos e avisa: «Temos de ser perfeitos»

Treinador reconheceu os erros do Milan frente à Juventus e respondeu às primeiras críticas antes do duelo com a Lazio

Ruben Amorim fez a antevisão ao duelo com a Lazio, naquele que será o primeiro jogo do Milan depois do empate a uma bola com a Juventus e o último antes de receber o Benfica, na UEFA Europa League, na próxima quarta-feira. O treinador português aproveitou a conferência para fazer uma análise ao encontro de Turim, reconhecendo falhas da equipa, mas também para responder às primeiras críticas ao seu trabalho.

O técnico assumiu que o empate com a Juventus deixou ensinamentos e que o trabalho durante a semana passou precisamente por corrigir os erros cometidos. «Foi um pouco de tudo. Claro que falámos sobre isso e trabalhámos nos erros. Errámos algumas coisas, mas não apenas taticamente. Fomos estáticos e tivemos pouca energia, o que é importante para nós. Na primeira parte gerimos bem a bola, mas nos últimos 30 metros faltou-nos alguma coisa. Levámos poucos jogadores para a área», explicou.

Gonçalo Ramos foi outro dos temas abordados, depois de uma exibição discreta frente à Juventus. O avançado português não fez qualquer remate e teve poucos contactos com a bola, mas Amorim recusou individualizar responsabilidades. «Não temos de nos concentrar num jogador. Somos uma equipa e temos de fazer melhor. Perdemos muitas bolas sem pressão, o que significa que temos problemas. Quando tocou na bola, não houve uma boa ligação e ele sabe disso. Temos de melhorar, mas como equipa. Ele esteve bem nos dois primeiros jogos, não esteve no último, mas sabemos que pode fazer bem. Todos temos de melhorar», vincou.

A Lazio será, por isso, uma nova oportunidade para a equipa mostrar evolução: «Temos de melhorar em cada treino. Espero que os jogadores percebam que, quando alguma coisa não corre bem, retiramos muita informação sobre aquilo que podemos melhorar. Foi isso que aconteceu no domingo. Temos de esperar por amanhã para perceber se funcionou», explicou.

«Estavam à espera...»

As primeiras críticas ao trabalho de Amorim também estiveram em cima da mesa. O treinador português admitiu que está habituado à pressão, mas reconheceu a dificuldade de chegar a um clube como o Milan e tentar implementar uma nova ideia de jogo.

«As críticas são normais. Já as vivi em Manchester, até mais, e mais do que isso é impossível. Lembro-me de tudo o que disse. Disse que era preciso colocar o Milan em primeiro lugar. Pediram-me para ser ofensivo e marcar golos. Queremos fazê-lo, mas temos de ter em conta os adversários. Tivemos o Spalletti do outro lado, que é muito bom. Tivemos mais posse, mas eles foram melhores. Isso não muda a intenção, que vão ver sempre. Nunca vão ver nada de casual em campo, pelo contrário, somos até demasiado rígidos», afirmou.

«Percebo a pressão e percebo que um jovem treinador estrangeiro que chega e diz como se deve jogar seja difícil de aceitar. A intenção é dominar, mas os outros treinadores são competentes e vão colocar-nos à prova. É preciso tempo, queremos ganhar, mas sei que havia alguém que não via a hora de me fazer esta pergunta. Estavam à espera dos primeiros pontos perdidos para me fazerem esta pergunta. Eu vou colocar sempre o Milan no centro do projeto. Mas temos de ser melhores do que os adversários. O Spalletti foi melhor, mas isso não muda a intenção. Vamos colocar criatividade em campo. Às vezes não será possível e não vos poderei oferecer o mesmo espetáculo. Vamos ver contra a Lazio, vamos tentar deixar tudo em campo.»

«A Juventus abriu-me os olhos. Vi as reações. Disse aos jogadores que temos de ser perfeitos. Alguém estava à espera que eu tropeçasse. Eles estão a ouvir esta conferência e disse-lhes desde o primeiro dia da semana que temos de ser perfeitos. Fico contente por eles ouvirem isto», revelou.

As contratações do Milan de Amorim no mercado de verão:

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