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Mundial 2026: «Quando escolhi Cabo Verde a minha mãe ficou apreensiva, mas depois…»
A seleção de Cabo Verde faz nesta segunda-feira a estreia em Campeonatos do Mundo, um dia há muito sonhado pela nação.
Quando os tubarões azuis entrarem em campo frente à Espanha, não só nas ilhas do arquipélago mas um pouco por todo o mundo haverá cabo-verdianos em festa, ou não houvesse tantos naturais no país como espalhados pela diáspora.
Na própria seleção há muitos jogadores que não nasceram no país africano, como é o caso de Stevan Moreira, lateral que foi internacional jovem pela França e que até viu a mãe, cabo-verdiana, temer quando ele decidiu representar o país.
«Quando era muito novo, fui visitar Cabo Verde e, nessa altura, a minha mãe achava que o país não era muito seguro. Então, quando lhe disse que ia aceitar a convocatória, ela ficou um pouco apreensiva. Ela achou que algo de mau poderia acontecer, mas as mães são assim, não é?», recordou, em declarações à FIFA.
Porém, o jogador de 31 anos confessa que rapidamente a progenitora mudou de ideias.
«Quando recebi a minha primeira convocatória, toda a família começou a ligar-lhe. Depois ela disse: 'Já te disse que devias ter ido'», brincou.
Depois de ter feito toda a carreira no país onde nasceu, foi ao mudar-se para a MLS, nos EUA, que Stevan Moreira cedeu ao chamamento cabo-verdiano.
«O interesse começou muito cedo, quando tinha uns 18 ou 19 anos. Estavam sempre a enviar-me mensagens, a ligar-me e a falar com alguns dos meus familiares e amigos. Senti que o momento certo foi quando me mudei para Columbus. Continuavam a enviar mensagens, a ligar-me, a perguntar como estava e se tudo estava a correr bem. Até os meus futuros companheiros de seleção entraram em contacto. Até que decidi aceitar.»
Após 20 internacionalizações somadas desde 2023, Stevan Moreira acredita ter atingido o topo.
«Agora, com o Mundial, chegámos mais alto do que nunca. Acho que é o maior momento da minha carreira. Estamos a colocar Cabo Verde no mapa! As pessoas poderão visitar, conhecer as ilhas e descobrir mais sobre elas. Isso também muda tudo», orgulha-se.
E quando se atinge o topo, quer-se sempre chegar mais alto. É isso que o lateral pretende, porque não lhe basta estar num Mundial.
«Queremos passar a fase de grupos. Não viemos ao Mundial só para fazer número; estamos cá para competir», promete.