Elliott e o «pesadelo» no Aston Villa: «Não desejaria isso a nenhum jogador»
Harvey Elliott quebrou o silêncio sobre o seu difícil empréstimo ao Aston Villa, descrevendo a experiência como um «pesadelo» que não desejaria a ninguém. O médio de 23 anos está agora de regresso ao Liverpool, o seu clube de infância, e procura uma segunda oportunidade.
A época passada começou da melhor forma para Elliott, que foi nomeado o melhor jogador do Campeonato Europeu de sub-21, vencido pela Inglaterra. Pouco depois, assinou pelo Aston Villa por empréstimo, com uma cláusula de compra obrigatória de cerca de 40 milhões de euros.
No entanto, a situação mudou drasticamente quando o jogador perdeu espaço sob o comando do novo treinador, Unai Emery. Devido à cláusula que tornaria a sua transferência definitiva após dez jogos, Elliott foi afastado da equipa principal. A situação complicou-se em janeiro, pois as regras da UEFA impediram-no de se juntar a outro clube, uma vez que já tinha jogado um minuto pelo Liverpool antes do empréstimo.
Agora de volta aos reds, Elliott falou pela primeira vez sobre o ano perdido, após participar na vitória por 1-0 sobre o Wrexham no Estádio Yankee. «Mentalmente, foi muito duro», confessou ao The Athletic. «Ir para o Villa foi uma aprendizagem. Foi uma oportunidade para experienciar algo novo...»
«Não desejo [esta situação] a nenhum outro jogador, porque não é nada agradável, mas não guardo ressentimentos. Desejo-lhes o melhor. Gostava muito deles. Trataram-me como um dos seus e, por isso, respeito-os imenso», afirmou Elliott, acrescentando: «Mas foi duro, mental e fisicamente. Agora já passou. Consegui ultrapassar e ainda alcançar algo no final da época [uma medalha da Liga Europa].»
Olhar para a frente...
Apesar de um futuro incerto, com uma segunda venda a ser uma forte possibilidade, Elliott está focado em aproveitar a pré-época para impressionar o novo treinador, Andoni Iraola, que descreveu como «incrível». Arne Slot considerava-o excedentário. «É uma sensação incrível [estar de volta]. É uma espécie de segunda oportunidade, se quisermos chamar-lhe assim. Especialmente com a chegada do novo treinador. É mais uma oportunidade para impressionar», afirmou.
O médio inglês explicou que procurava um «novo desafio» e queria «sair da zona de conforto», mas as coisas não correram como esperado. Ainda assim, garante não guardar rancor de Unai Emery. «Ele explicou-se de forma muito, muito clara e várias vezes. Todo o clube pediu muitas desculpas e, no fundo, foi uma situação que eu não podia controlar», atirou.
Elliott tem participado nos jogos da digressão do Liverpool pela América, com vitórias sobre o Sunderland em Nashville e o Wrexham em Nova Iorque, e mostra-se determinado a desfrutar do seu regresso. «Desde o primeiro dia em que entrei no centro de treinos AXA, tinha um enorme sorriso no rosto. Estou de volta. Estou a vestir esta camisola outra vez e só quero ser livre, jogar o máximo que puder e desfrutar», concluiu.