Matheus Nunes questionado se lhe passa pela cabeça uma final com o Brasil. Ex-Sporting optou por representar a seleção portuguesa em detrimento da brasileira e admitiu ter sido uma escolha difícil

Mundial-2026: «Final com o Brasil seria especial, mas quero é ganhar, contra quem for»

Matheus Nunes não esconde os laços que o ligam ao país onde nasceu

Palm Beach — Matheus Nunes foi o porta-voz da Seleção nesta segunda-feira, a dois dias do jogo de estreia de Portugal no Mundial, diante da RD Congo.

Um dos temas que dominou a conferência foi ligação do jogador do Manchester City ao Brasil, país onde nasceu e pelo qual chegou a ser convocado — não aceitou —, e o médio assumiu que seria especial defrontar o escrete.

— Seria especial uma final contra o Brasil?

— Para mim seria especial, mas é o que for. Quero é estar na final, seja contra quem for. Todos sabem que seria diferente para mim ser o Brasil, mas quero é ganhar.

— Foi difícil decidir qual a seleção que ia representar?

— Foi muito difícil tomar a decisão de escolher Portugal, porque também sou brasileiro. Sinto que sou os dois por igual. Mas no que diz respeito ao futebol, devo muito mais a Portugal, porque foi aqui que me deram a oportunidade de ser quem eu sou. Foi onde vivi o período em que joguei futebol a sério, porque no Brasil era mais a brincar, nunca joguei federado. Mas estou muito contente por ter escolhido jogar por Portugal.

— Se acontecer um jogo contra o Brasil, por quem é que a sua família vai torcer?

— Os meus familiares no Brasil não me iriam dizer, mas acho que iam torcer pelo Brasil. Mas a minha mãe ia estar por Portugal. Quando eu estava para escolher entre uma seleção e outra, ela tinha a opinião muito vincada sobre a seleção que eu devia escolher.

— Saiu muito cedo do Brasil para Portugal. Qual o laço que ainda mantém com o país?

— O laço é muito forte. Sempre que tenho tempo nas férias vou ao Brasil. Nos últimos quatro anos fui lá três vezes. Vou sempre ao Rio de Janeiro, também já fui a Porto Galinhas com o Ederson. Tenho muita família no Brasil, como a minha irmã. Tenho muitos amigos, alguns dos meus amigos do Rio de Janeiro vêm agora ver os jogos do Mundial. Amo a cultura, oiço música brasileira todos os dias, a minha mãe está sempre a fazer comida brasileira. Nunca vou perder esses laços porque fazem parte de mim. Como também tenho os laços com Portugal. Por isso é que sinto que sou metade português, metade brasileiro. Isso nunca vai mudar.

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