Podem anotar: se um uruguaio já incomodava… dois vão incomodar muito mais! (os destaques do Sporting)
Reforço. Ele sim… é 'o' reforço. Mais caro de sempre, o investimento mais arrojado, que promete pagar essa aposta no campo com golos e boas exibições. Já não há a magia de Trincão, é certo, mas este uruguaio promete fazer esquecer o português. Tem abrangência maior no campo, seja na direita, ou centro ou na esquerda, liberdade total nas ações, muitas pinceladas de artista na forma como tira adversários do caminho, encontrando espaços para servir os colegas. Duas assistências (para Inácio na marcação de um canto) e para Doumbia no 2-1, dois remates com perigo (6’ e 51’) e muitos lances que deixaram água na boca… Se Maxi era um uruguaio que já incomodava muitos adversário... dois prometem incomodar muito mais.
RUI SILVA — Regressado. Sem competir desde o final da última época - na final da Taça de Portugal - o internacional português (que não somou minutos no Mundial) estreou-se nesta pré-época e acabou por sofrer um golo a frio… nos primeiros segundos, após recarga de Igor Jesus, na sequência de boa defesa a Chris Wood. Algo intermitente, sobretudo no jogo com os pés, destacou-se sobretudo pela concentração evidenciada entre os postes.
VAGIANNIDIS — Rejuvenescido. Época nova, vida nova para o lateral, que procura subir uns degraus na qualidade de jogo apresentada na época passada. Mais aplicado nas tarefas defensivas - excelente corte a Gibs White aos 8’ - menos assertivo nas poucas subidas à área contrária. Ainda está longe de fazer sombra a Fresneda, mas parece outro jogador.
EDUARDO QUARESMA — Resistente. Foi o único que iniciou e… terminou a partida. Mais adulto, com autoridade, mas com a mesma irreverência e alegria em todos os lances em que está envolvido. Um coração enorme na entrega (impressionante aquela corrida desenfreada, com a bola no pé, aos 76’), com boa ocupação do espaço e forte nos duelos.
Capitão. Herdou a braçadeira de Eduardo Quaresma e precisou de 14 minutos para se estrear a marcar. Um belo golpe de cabeça, nas alturas, após pontapé de canto de Zalazar. Precisou de algum tempo para ‘aquecer’ nos seus passes longos a procurar a profundidade, mas foram 45 minutos suficientes para confirmar que é um dos intocáveis do eixo.
Gonçalo Inácio fez, de cabeça, o primeiro golo do Sporting diante do Nottingham Forest! 🦁 pic.twitter.com/WTZe1mmuKo
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Maxi. A ser… Maxi. Aquele que nunca se esconde, que enfrenta todos os adversários, sempre ligado à corrente, um lateral que é muito mais do que isso. Defende, ataca, conduz, assiste. Está de volta a melhor versão deste uruguaio que esteve muito perto do golo com livre aos 41’ de bela execução, excelentes cruzamentos, esteve no desenho do 3-1, e um corte, em dose dupla, a Wood (48’).
SILAS ANDERSEN — Destemido. Tem personalidade este jovem dinamarquês, o mais agressivo dos médios, muito forte nos duelos, não se encolhe, com boa condução. Falta-lhe melhor critério na decisão (lance aos 35’ foi bem evidente) dessa necessidade de pensar e executar mais rápido. Tem potencial, muita margem de crescimento, mas ainda parece um tudo ou nada deslocado da nova dinâmica do meio-campo.
GENY CATAMO — Comedido. Ainda sem a acutilância (e a eficácia) atingida em vários momentos na época passada, mas igualmente destemido e desconcertante como vai para cima dos adversários. A procurar ainda os melhores índices físicos terá um duelo aceso com Luís Guilherme na luta por um lugar no onze no corredor direito do ataque.
Geométrico. Estão a ver aqueles professores, que querem tudo na perfeição, sem um mínimo erro de cálculo? Este espanhol poderia ser um deles. A delicadeza como consegue sair a jogar, em espaços reduzidos, simplificar aquilo que parecia complicado, com passes medidos a régua e esquadro, vão tornar este médio uma peça decisiva no jogo do leão. É ele que dá o equilíbrio e a tranquilidade nesta versão do leão mais física e poderosa nos duelos a meio campo.
Zalazar com um passe extraordinário para o excelente trabalho individual de Doumbia, o golo que permitiu ao Sporting passar para a frente do marcador diante do Nottingham Forest foi assim. 🦁
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Monstro. Apontem: está aqui uma das potenciais figuras do campeonato 2026/2027. Este jovem italiano pode ser o que ele quiser. Médio, extremo, interior, avançado porque tudo o que faz… faz bem. Com qualidade e imponência. Voltou a ser aposta no corredor esquerdo e deixou boas indicações, mas foi quando passou para o corredor central, na etapa final, que partiu a loiça. Marcou o 2-1 num lance em que tirou Abbot do caminho sem apelo nem agravo e assistiu Nel (65’) num lance em que traduz toda a sua qualidade e visão de jogo.
Esforçado. Primeira nota: a sua disponibilidade física. A oferecer excelentes sinais, a forma como enfrentou, sem receio, Milenkovic. Boas movimentações, com marcação cerrada, com um remate onde ficou muito perto do golo (58’) após excelente passe de Zalazar. Está ainda a crescer na confiança e este jogo foi mais um ponto nesse crescimento.
SUPLENTES
FRESNEDA — Alarmante. A entrada dura que sofreu de Dominguez… no limite do vermelho. Deu maior critério ao corredor direito, ainda longe do fulgor físico de uma equipa que já se encontra a voar em alguns setores.
FELICÍSSIMO — Tranquilo. Nada parece abalar este médio transformado em central. Cauteloso, sem se expor ao erro, muito forte nos duelos aéreos, voltou a não destoar e somou pontos na luta por um lugar neste plantel.
JOÃO VIRGÍNIA — Nervoso. Perdeu a titularidade com o regresso de Rui Silva e na primeira abordagem ia borrando a pintura atirando contra Wood que ficou com a baliza escancarada mas… falhou. Uma hesitação compensada, minutos mais tarde, com boa intervenção a Wood.
Rafael Nel bisou no Sporting - Nottingham Forest! 🦁
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Três. Os minutos que precisou para deixar marca com mais um golo, novamente num belo golpe de cabeça, pleno de intenção e de difícil execução, após passe sublime de Doumbia no corredor central. Este míudo tem golo e prova disso foi o segundo que apontou, a passe açucarado de Flávio Gonçalves, com excelente receção e a atirar a bola por entre as pernas de Matz Sels.
LUÍS GUILHERME — Apagado. Entrada pouco fulgurante, com pouca e bola e espaço para procurar a profundidade, acabou por passar um pouco ao lado do jogo na segunda parte.
JESSE DERRY — Alegre. É daqueles jogadores que quando entram… podemos esperar sempre qualquer coisa, um golpe de magia, para desbloquear um jogo. Tem requinte técnico, excelentes mudanças de velocidade, corajoso, e olhos postos na baliza. Por vezes até em demasia. Notória ansiedade de querer mostrar serviço, com muitas tentativas de remates assim que encontra uma nesga na muralha adversária.
Decisivo. Tem lugar garantido no renovado plantel e promete não ser figurante. Terá um papel ativo por tudo aquilo que vem mostrando nesta pré-época. Mesmo com poucos minutos em campo, o jovem extremo, de apenas 19 anos, fez estragos, com assistência perfeita para Rafael Nel bisar. E ainda arriscou remate, em arco, aos 90’ que fez suspirar todos os adeptos leoninos.
PEDRO LIMA — Solidário. Pouco mais de 10 minutos em campo, mas os suficientes para deixar uma imagem positiva. Bom transporte, sabe o que fazer com bola, critério no passe, um registo mais ‘low profile’ dos restantes médios mas com igual utilidade em diversos momentos do jogo. E ainda esteve perto de marcar aos 87’ mas Matz Sels.
RODRIGO DIAS — Recurso. É, para já, de origem, a única solução a Maxi Araújo na ronda inaugural da Liga e, por isso, voltou a somar alguns minutos. E destacou-se num belo passe para Pedro Lima (87’) que quase deu golo.