Piloto espanhol tem mais uma temporada de contrato com a KTM       Fotografia Imago
Piloto espanhol tem mais uma temporada de contrato com a KTM Fotografia Imago

MotoGP em ebulição: Imprensa coloca Acosta na Ducati em 2027. Murciano diz que não e quer brilhar em Portugal

Os rumores que de, dentro de um ano, o espanhol da KTM se irá juntar ao compatriota Marc Márquez na equipa campeã do mundo intensificam-se e o próprio sentiu necessidade de dar uma entrevista a garantir que não falou com ninguém e nem saber para onde irá. No entanto, pôs-se a adivinhar onde pensa que irão correr alguns dos principais rivais e traçou metas para determinados grandes prémios onde quer impôr-se, entre eles está o de Portugal

Pedro Acosta será o novo colega de equipa de Marc Márquez na equipa oficial da Ducati a partir da temporada de 2027 do MotoGP. Embora a oficialização ainda não tenha ocorrido, segundo o jornal A Marca, o acordo está praticamente selado para que o piloto murciano, bicampeão do mundo de Moto3 e Moto2, se junte àquele que dominou a temporada de 2025 e favorito para 2026, numa altura de mudança de regulamentos na competição.

A contratação de Acosta, a grande joia do mercado, surge num momento de grande agitação no MotoGP, que começou com as movimentações da Honda e da Yamaha ao garantirem Fabio Quartararo e Jorge Martín. A Ducati, por sua vez, assegura um piloto que desejava desde a sua ascensão ao mundial, garantindo uma dupla de luxo com a renovação de Marc Márquez, que deverá ser anunciada em breve.

Em 2025, Acosta, de 21 anos, já tinha manifestado que a sua situação na KTM poderia não ser a ideal para lutar pelo título. Com esta mudança, o piloto espanhol vê cumprido o desejo de se juntar à equipa de Borgo Panigale, apesar de ter recebido uma proposta financeiramente importante da Honda. A sua estratégia para pressionar a marca italiana foi semelhante à usada por Marc Márquez no passado, quando este afirmou: «A Pramac não é uma opção».

A chegada de Acosta à Ducati impõe-se a outras candidaturas, como as de Álex Márquez ou Pecco Bagnaia, e desencadeia uma série de outras movimentações no mercado.

Com o futuro de Quartararo, Martín e Acosta definido, as atenções viram-se para outros nomes de peso. O principal é Pecco Bagnaia, bicampeão em 2022 e 2023, que irá deixar a equipa oficial da Ducati. O piloto italiano, que devolveu o título à marca desde Casey Stoner, tem agora várias opções em aberto: continuar na esfera da Ducati através da VR46, juntar-se ao amigo Marco Bezzecchi na Aprilia ou formar uma dupla de luxo com o seu antigo rival Jorge Martín na Yamaha.

A Ducati tem ainda outras frentes para resolver. Álex Márquez, atual vice-campeão mundial, não subirá à equipa oficial, mas deverá continuar na Gresini, embora tenha recebido propostas da KTM e da Aprilia. Já Fermín Aldeguer, que era candidato a um lugar na equipa de fábrica e tem contrato, terá de se contentar com uma equipa satélite, seja a sua atual ou a VR46.

Nesta dança de cadeiras, a KTM é a grande perdedora ao ver sair a sua estrela. Para suceder a Acosta, a escolha deverá recair sobre Maverick Viñales. A fábrica austríaca tem grande apreço pelo piloto, que já demonstrou um enorme progresso em 2025, apesar das incertezas financeiras que pairam sobre o projeto.

No meio da tormenta provocada pelo rumor que rebentou quinta-feira e parece cada vez mais certo, Pedro Acosta gravou uma entrevista ao Pont Grup em que nega a notícia e prefere apontar à época de 2026, que diz que será muito importante na carreira desportiva e como encara o futuro com a marca austríaca, que também anda nas bocas do mundo pelo receio que possa terminar devido a sérias dificuldades financeiras.

Questionado sobre por quem irá competir em 2027, o tubarão de Mazarrón desacelerou. «No final, é um pouco uma lotaria, mas é preciso ter calma e não decidir precipitadamente. O melhor é começar o ano, ver como está cada projeto, como cada piloto responde e, a partir daí, haverá tempo para pensar e decidir. Neste momento, para ser sincero, ainda não falei com ninguém. Acho que tenho uma equipa muito boa a apoiar-me e que o mais importante é concentrarmo-nos em obter resultados em 2026, o que permitirá que marcas desse nível se interessem por mim», disse, mas sem deixar de vaticinar onde pensa que dentro de um ano irão estar a competir alguns dos rivais na pista.

«Acho que Fabio [Quartararo] poderá estar na Honda junto com Jorge Martín. Vejo Viñales na KTM e Mir, diria, na Yamaha. Vejo Álex Márquez e Bezzechi na Aprilia e o Marc permanecerá na Ducati», referiu sem necessitar de grande tempo para pensar.

Já quanto à temporada que arranca a 1 de março, na Tailândia, e terá a 21.ª e penúltima corrida a 15 de novembro, em Portimão, Pedro Acosta salientou igualmente fatores chave que sentiu em 2025. «O segredo foi definir objetivos claros: começar a ficar em 5.ºlugar, depois em 4.º, e então havia de chegar o momento. Depois que nos estabelecemos entre os cinco primeiros, tivemos corridas muito boas. É verdade que também houve altos e baixos, mas mesmo nas corridas más estávamos entre os cinco primeiros. Acho que, mentalmente, demos um passo muito importante, a equipa que estava à minha volta ajudou-me a entender que quando já algo não está nas tuas mãos, não há muito mais que se possa fazer».

«Certamente, os circuitos em que teremos de' salvar os móveis' serão Silverstone e Phillip Island. Quanto aos circuitos marcados como importantes, destacaria Jerez, porque correr em casa pode sempre trazer surpresas, e também Portugal, um circuito em que historicamente tenho alcançado bons resultados», acrescentou Acosta.