Gabri Veiga, médio do FC Porto - Foto: FC Porto
Gabri Veiga, médio do FC Porto - Foto: FC Porto

Mora? Gabri Veiga mostra como se faz

Camisola 10 é o único jogador portista com participação direta em golos nas três primeiras jornadas da Liga. Mais solto nas zonas de finalização e apoiado pelo equilíbrio de Pablo Rosario no meio-campo, o espanhol reforça a sua influência no sistema de Francesco Farioli

Gabri Veiga é o único jogador do FC Porto com participação direta em golos nas três primeiras jornadas da Liga. Num arranque perfeito dos dragões — três vitórias e seis golos marcados —, o camisola 10 esteve envolvido em metade dos tentos da equipa.

A receção ao Arouca teve um carimbo especial: foi a primeira partida dos azuis e brancos sem Rodrigo Mora no plantel, depois de consumada a transferência do criativo para a Roma. Num jogo em que os dragões voltaram a vencer por 2-0, Gabri Veiga reforçou a ideia de que é, neste momento, o motor ofensivo da equipa de Francesco Farioli.

Nenhum outro jogador portista conseguiu, até agora, marcar ou assistir de forma consecutiva no campeonato. Gabri Veiga fê-lo e confirma a crescente influência no processo ofensivo da equipa. O médio espanhol terminou a temporada passada com 16 participações diretas em golos em todas as competições: seis golos e 10 assistências. Foi, contudo, na Liga que mais se destacou, com três golos e oito assistências — registo que lhe valeu o estatuto de terceiro melhor assistente da prova.

Na época passada, Gabri Veiga afirmou-se sobretudo como organizador e referência criativa do FC Porto. Porém, o gosto pelo golo que evidenciara no Celta de Vigo parece voltar a ganhar expressão neste início de campeonato. Com Pablo Rosario mais fixo na proteção aos centrais e a conferir maior robustez ao meio-campo, o espanhol — tal como Victor Froholdt — parece agora dispor de maior liberdade para aparecer em zonas de finalização.

Foi precisamente isso que se verificou frente ao Arouca. Aos 66 minutos, após uma espetacular arrancada de William Gomes pela direita, Gabri Veiga surgiu em zona de definição para desbloquear um encontro até então travado pela resistência da equipa de Vasco Seabra. Borja Sainz, que divide com o compatriota o estatuto de melhor marcador do FC Porto nesta fase inicial do campeonato, fechou o resultado aos 85 minutos.

No final da partida, Gabri Veiga relativizou o momento individual. O médio reconheceu ter margem para crescer e evocou Lucho González: «Fico feliz pelo golo e pelo arranque da equipa, mas sei que ainda tenho muito para evoluir. Ainda tenho de ‘comer’ muito para chegar ao nível de Lucho González», afirmou, à Sport TV.

A saída de Rodrigo Mora retirou ao FC Porto uma solução de desequilíbrio e criatividade a Farioli. Mas, pelo menos neste arranque, Gabri Veiga tem respondido à altura, como o fez, de resto, em 2025/26, só que desta vez com mais golos que assistências, mas sempre com… forte influência.

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