Gabri Veiga festeja o 2-0 - Foto: FC Porto
Gabri Veiga festeja o 2-0 - Foto: FC Porto

O FC Porto garantiu a liderança isolada da Liga ao vencer o Arouca FC por 2-0, no Estádio do Dragão, somando assim o terceiro triunfo em três jogos. Gabri Veiga, autor do golo inaugural, considerou que a equipa esteve mais forte do que nas jornadas anteriores e que a vitória foi inteiramente justa.

O médio espanhol, em análise ao encontro, destacou a exibição portista, que considerou superior à das duas primeiras rondas. «Em comparação com as duas primeiras jornadas, fomos mais intensos, recuperámos mais bolas e fomos mais ofensivos. Aos poucos vamos recuperar a nossa melhor versão», afirmou Veiga, sublinhando a importância do jogo e a necessidade de uma pressão eficaz.

Apesar das dificuldades iniciais, o jogador reconheceu que a segunda parte foi dominada pelos dragões. «Na primeira parte eles organizaram-se melhor e foi mais difícil para nós, mas na segunda tivemos muitas oportunidades e o Dragão empurrou-nos. Fomos claramente merecedores da vitória e até podíamos ter marcado mais», explicou.

Gabri Veiga elogiou também a qualidade do adversário e do campeonato português. «Há que valorizar a Liga portuguesa porque o nível subiu e o Arouca FC é um exemplo disso, tem uma dinâmica muito boa e não é uma surpresa para mim», comentou.

O jogador revelou ainda as indicações dadas ao intervalo: «O mister pediu-nos para finalizarmos melhor e para darmos um melhor seguimento às chegadas à área. Sem rematar, é impossível fazer golos». Segundo Veiga, a estratégia da equipa passa por desgastar os adversários, abrindo mais espaços na segunda metade do jogo.

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Sobre o seu golo, marcado com o pé esquerdo após assistência de William Gomes, o médio mostrou-se satisfeito. «Não sou ambidestro e é sempre um aspeto a melhorar, mas foi bom marcar com o pé esquerdo e obrigado ao William pela bola que me serviu», disse.

Responsável pelas bolas paradas, Veiga atribuiu o sucesso nesse capítulo ao trabalho coletivo. «É mérito da equipa quando faço assistências, trabalhamos muito para isso», frisou.

Por fim, o espanhol falou da sua relação com Lucho González, considerando-o uma referência. «Para mim vai ser sempre um espelho para eu olhar, mas a comparação é difícil, ele foi alguém único e histórico no FC Porto, acho que nunca vou chegar ao patamar dele aqui. Falo muito com ele e foi o primeiro a confiar em mim para as bolas paradas. Deu-me muita confiança e foi uma honra para mim», concluiu.

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