Duarte Gomes volta ao ataque: «A opção pelo silêncio tem o seu preço...»
Esta segunda-feira, Duarte Gomes voltou a falar sobre a demissão do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no final de junho, através de um longo comunicado nas redes sociais e explicou o motivo para se ter mantido em silêncio. O ex-árbitro teve um desentendimento com Luciano Gonçalves, líder do Conselho de Arbitragem, assim como a direção, pelo que se afastou da posição.
«Todos os dias lido com versões alternativas sobre os motivos que levaram à minha renúncia de funções na estrutura nacional de arbitragem. Li que tudo não passou de uma cabala com propósitos obscuros; que tinha sido montada uma estratégia, com patrocínio de terceiros, para pôr os maus no lugar dos bons; que houve precipitação baseada em meros achismos, que isto e que aquilo. À parte disso, muitas mensagens privadas, muitos comentários paralelos, insinuações, dúvidas, perguntas, críticas, elogios, o habitual. A opção pelo silêncio tem o seu preço e este, o de dar voz a todos, é apenas um deles», começou por dizer, afirmando que vai continuar a exercer esse direito.
«Ando no futebol há muito tempo e sei bem que este não é mundo para românticos quixotianos. Há equilíbrios, interesses, pressões, relações e compromissos que devem ser geridos com diplomacia e sensatez. Quem aceita assumir responsabilidades nesta indústria tem de ter capacidade de encaixe e jogo de cintura.Mas ser político é uma coisa, dobrar a coluna é outra. E nestas coisas, cada um tem o direito de estabelecer os limites da sua própria consciência. Os meus estão definidos há muito tempo e não dependem de estatuto, ordenado ou estabilidade profissional», atirou.
«Até hoje optei por não falar sobre o tema, por entender que é demasiado sério para ser abordado em praça pública. Continuo a achar o mesmo. É precisamente por isso que nunca me referi publicamente a nomes, nunca acusei ninguém de ilegalidades, nunca afirmei que a saída se devera a ilícitos criminais. Não tenho competência para fazer análises que só cabem a quem de direito», justificou, deixando uma nota final.
«No meio de tudo isto percebi, sem novidade, que ser ético é muito fácil quando o preço a pagar é baixo. Qualquer um tem moral apurada se em causa não estiver a perda de coisas importantes. Se estiver, a história é outra. No final do dia, o que conta mesmo é a conversa que cada um de nós tem com o travesseiro, consciência e núcleo familar. O resto... o tempo colocará no devido lugar», concluiu.
Todos os dias lido com versões alternativas sobre os motivos que levaram à minha renúncia de funções na estrutura nacional de arbitragem.
Li que tudo não passou de uma cabala com propósitos obscuros; que tinha sido montada uma estratégia, com patrocínio de terceiros, para pôr os maus no lugar dos bons; que houve precipitação baseada em meros achismos, que isto e que aquilo. À parte disso, muitas mensagens privadas, muitos comentários paralelos, insinuações, dúvidas, perguntas, críticas, elogios, o habitual.
A opção pelo silêncio tem o seu preço e este, o de dar voz a todos, é apenas um deles.
Ando no futebol há muito tempo e sei bem que este não é mundo para românticos quixotianos. Há equilíbrios, interesses, pressões, relações e compromissos que devem ser geridos com diplomacia e sensatez. Quem aceita assumir responsabilidades nesta indústria tem de ter capacidade de encaixe e jogo de cintura.
Mas ser político é uma coisa, dobrar a coluna é outra.
E nestas coisas, cada um tem o direito de estabelecer os limites da sua própria consciência. Os meus estão definidos há muito tempo e não dependem de estatuto, ordenado ou estabilidade profissional.
Até hoje optei por não falar sobre o tema, por entender que é demasiado sério para ser abordado em praça pública. Continuo a achar o mesmo. É precisamente por isso que nunca me referi publicamente a nomes, nunca acusei ninguém de ilegalidades, nunca afirmei que a saída se devera a ilícitos criminais. Não tenho competência para fazer análises que só cabem a quem de direito.
No meio de tudo isto percebi, sem novidade, que ser ético é muito fácil quando o preço a pagar é baixo. Qualquer um tem moral apurada se em causa não estiver a perda de coisas importantes. Se estiver, a história é outra.
No final do dia, o que conta mesmo é a conversa que cada um de nós tem com o travesseiro, consciência e núcleo familar.
O resto... o tempo colocará no devido lugar.