João Pinheiro foi o árbitro no Estádio do Dragão - FotO. LUSA
João Pinheiro foi o árbitro no Estádio do Dragão - FotO. LUSA

Dois golos bem anulados? A análise de Pedro Henriques ao FC Porto-Arouca

Um por carga no guarda-redes e o outro por fora de jogo: ambas boas decisões, com ajuda do VAR

Na primeira parte uma nota para a colocação e movimentação do árbitro João Pinheiro, que se materializou numa bola que bateu nele, aquando de uma transição ofensiva do Arouca e depois num choque que teve contra um jogador portista. Esteve muito a passo, a pisar demasiadas vezes a zona central, afastado das linhas laterais e com poucos sprints.

45’ Foi dado um minuto de tempo extra, o que foi correto, numa primeira parte onde não houve cartões, golos, substituições nem assistência a jogadores lesionados, ou seja, sem perdas de tempo significativas.

Positivo

O árbitro e o VAR nos dois golos anulados. O assistente no segundo golo dos dragões. O tempo útil de jogo (60%).

63’ Foi bem anulado o golo aos dragões, após correta e valiosa intervenção do VAR, porque no início da jogada, André Silva ao vir de trás para a frente, sai de posição irregular (45 cm) e ao ir disputar a bola com o seu adversário, na ocasião Javier Sánchez, entrando em contacto com ele, acaba mesmo por tomar parte ativa na jogada. Relembrar a lei 11 (fora de jogo), na sua página 103, em que fala nas diversas situações em que um jogador, mesmo não tocando na bola, pode ser penalizado por fora de jogo, diz-se que interfere com o adversário, e uma delas é, «…disputar a bola com o adversário…» neste caso muito evidente e factual, pois houve mesmo contacto físico. Por norma nestas situações em que não toca na bola, o VAR ao considerar fora de jogo, faz com que o árbitro vá ao monitor, pois trata-se sempre de uma situação de interpretação, mas com o contacto físico evidente, entre ambos os jogadores, a ação passa a ser claramente factual e daí que o árbitro não foi ao monitor. Decisão duplamente correta, o fora de jogo e a aceitação da indicação do VAR sem ida ao monitor.

83’ Beom Hwang foi bem advertido por ao entrar de sola de cima para baixo acertando com o seu pé direito no peito do pé, também direito, de Tiago Esgaio, acabando por desta forma fazer jogo perigoso com contacto (pé em riste) punido com livre direto e cartão amarelo pela entrada negligente.

Negativo

A colocação e movimentação do árbitro no primeiro tempo e a falha em não mostrar cartão amarelo a Alberto Costa.

90’ foram dados cinco minutos de tempo extra, que foi pouco para as incidências no segundo tempo; dois golos anulados, um deles com intervenção do VAR, dois golos marcados e respetivas comemorações, um amarelo ao banco dos dragões, um amarelo a um jogador de campo, e ainda seis paragens para substituições onde entraram nove jogadores.

NOTA DO ÁRBITRO JOÃO PINHEIRO: 7

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