Neemias irá fazer o último jogo por Portugal até ao próximo verão       Fotografia FIBA
Neemias irá fazer o último jogo por Portugal até ao próximo verão Fotografia FIBA

Selecionador dá a tática e Neemias defronta a Geórgia

Depois da memorável vitória em Saragoça ante a Espanha, Portugal enfrenta esta tarde, em Matosinhos, com lotação esgotada, o conjunto georgiano na corrida para o Mundia Qatar-2027, que tem entre os seus postes e extremos/poste alguns dos principais elementos e obrigará a esforço extra de Queta e Rúben Prey

«Encontramo-nos numa altura da competição em que, a cada jogo que ganhamos, nos aproximamos do objetivo e não temos de pensar em mais nada. E, neste momento, só temos um encontro: o de amanhã [hoje], com a particularidade de termos conseguido uma vantagem por termos vencido onde ainda ninguém tinha ganho [Espanha], e será particularmente importante manter essa vantagem», salientou o selecionador Mário Gomes após o último treino de Portugal no Pavilhão de Matosinhos, antes do confronto desta tarde (19h00) contra a Geórgia, a contar para a 2.ª jornada do Grupo I da segunda fase de qualificação para o Mundial Qatar-2027.

Apronto que, segundo a comunicação da federação, contou com o poste Neemias Queta, não existindo qualquer problema com este depois de o jogador dos Celtics ter saído após o primeiro minuto e meio do 4.º período do confronto de sexta-feira, em Saragoça. Embate esse que culminou na histórica primeira vitória de Portugal contra a Espanha (89-95) em partidas oficiais. A primeira havia acontecido há um ano, num torneio particular em Málaga, que serviu de preparação para o EuroBasket-2025.

Se La Familia (4.ª do ranking europeu/6.ª mundial) mantém a liderança do grupo (12 pts), a turma das quinas (24.ª/45.ª) vai agora enfrentar um conjunto com muita altura e peso, que é o 14.º a nível continental e 20.º no Mundo, e que na jornada anterior varreu Montenegro por uns pesados 101-74. Tudo com os NBA Goga Bitadze (Magic) a registar 23 pontos e 8 ressaltos e Sandro Mamukelashvili (Lakers) a ajudar com 17 pts, 7 res e 6 ass. A isso há que acrescentar os contributos de Tornike Shengalia (24 pts, 7 res) e Marcquise Reed (12 pts, 8 ass).

«Temos de ser uma equipa igual ou parecida com aquela que fomos na sexta-feira, porque o jogo exige-nos o mesmo tipo de armas. Com uma diferença: a Geórgia é talvez mais imprevisível do que a Espanha, mas não é mais forte», considera o técnico que tem Portugal no 4.º lugar do grupo — qualificam-se os três primeiros —, com os georgianos em 5.º com os mesmos 11 pts.

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«Será importante voltarmos a ser seguros no ataque, selecionarmos bem os lançamentos e limitarmos ao máximo os turnovers, porque eles são muito mais fortes em campo aberto, tendo muitos jogadores com mais criatividade aí do que a jogar 5x5 a meio-campo. Obrigá-los a jogar assim é fundamental, tal como assegurar o ressalto defensivo e defender bem. No fundo, foi a receita do jogo em Espanha. Não são equipas iguais, mas têm pontos fortes relativamente semelhantes», analisou Mário Gomes, que considera que, a essa receita, o conjunto luso também tem de juntar humildade.

«Normalmente, as equipas que atingem objetivos são humildes, e temos de o ser para alcançarmos os nossos», completou o selecionador, que contará com Neemias e Rúben Prey (Univ. St. John’s) pela última vez nesta fase, já que estes não poderão dar o seu contributo nas janelas de novembro e fevereiro por se encontrarem nos Estados Unidos.

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