Pavlidis vai rematar para o centro da baliza, na marcação de penálti, e marcar o golo da vitória do Benfica sobre o Alverca — Foto: Miguel Nunes
Pavlidis vai rematar para o centro da baliza, na marcação de penálti, e marcar o golo da vitória do Benfica sobre o Alverca — Foto: Miguel Nunes

Mesmo quando há pouco... há Pavlidis: as notas do Benfica

Avançado só fez dois remates e, mesmo assim, deu a vitória ao Benfica. Echeverri entrou para agitar a equipa. Prestianni sente-se como peixe na água... na esquerda. Lenglet foi o patrão da defesa
Melhor em campo: Pavlidis (7)

Não foi a exibição mais cintilante, longe disso, mas não tremeu na hora da verdade. Rematou, com frieza, para o centro da baliza, na marcação do penálti que valeu a vitória. Houve poucas oportunidades, poucas situações de finalização, mas, como se viu, vai sempre havendo Pavlidis, desta vez para conquistar três pontos. Foi um jogo exigente, quase sempre a jogar de costas para a baliza. Além do penálti, só teve mais um remate, já de ângulo fechado na área, depois de a bola lhe ter sobrado de um ressalto, mas o alvo não foi atingido. Mesmo com dificuldades, conseguiu desbloquear três vezes o ataque, na função de referência para combinação, para três lances junto à área do Alverca. Ainda não tinha marcado aos ribatejanos. Das equipas da Liga, já só lhe falta o Marítimo.

Samuel Soares (6) — Tocou na bola, pela primeira vez, de cabeça, obrigado a sair da área. Aos 25' desviou para o poste esquerdo um remate de Figueiredo e não evitou que Bojang fizesse a recarga para golo. Mas o lance foi anulado por fora de jogo. Mais em ação na segunda parte, segurando remates de Figueiredo, Matheus França e Chiquinho. Agarrou centros e socou uma vez a bola num canto. Também teve de recorrer ao jogo com os pés: bom passe, sob pressão, para Dahl aos 56'.

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Bah (6) — Quase marcou, após mau alívio de Isaac James, aos 5', num remate rasteiro de pé esquerdo que obrigou Matheus Mendes a reagir como um gato e desviar para canto. Pouco antes já tinha cabeceado após um canto, ameaça que repetiu aos 84'. Cortou vários ataques do Alverca e colaborou com Lukebakio no ataque.

Tomás Araújo (6) — Jogo tranquilíssimo, até porque poucas vezes foi chamado a intervir na área de ação. Não precisou de fazer dobras a Lenglet. Utilizou o recurso dos passes longos apenas duas vezes, e bem, quando serviu Echeverri e Prestianni.

Lenglet (7) — Iniciou muitos ataques, alguns com passes longos a procurar Lukebakio e Prestianni. Mas sai do jogo marcado pelo bom desempenho no combate que travou com Dawda — na antecipação, na aplicação do físico, pela relva e pelo ar, saiu-se quase sempre bem. Viu um cartão amarelo por falta sobre Chiquinho, por travar um contra-ataque ameaçador. Prevaleceu, aí, a inteligência e a experiência. Foi patrão da defesa.

Dahl (5) — Apanhou Chiquinho pela frente e teve o maior dos desafios, muitas vezes entregue a ele próprio. Aos 25', na marcação de um livre, deixou Figueiredo escapar, Bojang marcaria, mas o golo seria anulado por fora de jogo. Nunca virou a cara à luta e tentou sempre contribuir ofensivamente.

Aursnes (5) — Pareceu soltinho e foi muito prático e vertical no início do jogo. Mas os minutos foram passando e foi perdendo influência no momento ofensivo. Contra a muralha ribatejana, esteve muitas vezes perto dos defesas e, por isso, sem causar impacto. Na missão defensiva, apoiou Palhinha, mas também precisou de ajuda. Os dois contra o mundo chegou ontem, pode não chegar noutro dia.

Palhinha (6) — Com muita área para cobrir, foi acumulando recuperações de bola, até no meio-campo adversário, e cortes, ajudando a equipa a defender adiantada. Simples a entregar a bola, ainda tentou marcar, num cabeceamento por cima da barra. Também cometeu erros — aos 72' foi batido por Chiquinho à entrada da área, aos 89' teve perda de bola comprometedora.

Lukebakio (5) — Terá de fazer mais e melhor para ganhar o lugar. Não teve a capacidade para desequilibrar, não se viram os movimentos da linha para o centro. Cobrou um livre por cima da barra e rematou fraco uma vez à figura. Nota para um lance aos 23': corte sobre Chiquinho, como um central, depois de um canto do Benfica.

Prestianni (7) — Jogou a primeira parte no apoio a Pavlidis e aos 20' abria os braços por sentir que o jogo lhe estava a passar ao lado, apesar de dois bons lances individuais. Após o intervalo, na esquerda, sentiu-se melhor. Depois de arrancada pela esquerda, serviu, de trivela, Echeverri, que foi derrubado na área. Aos 81' quase marcou num remate cruzado e rasteiro de pé esquerdo. É a partir da linha que se sente como peixe na água.

Schjelderup (4) — Para lá de uma boa combinação com Dahl e Prestianni, pouco mais lhe saiu, falhou no drible e no remate.

Echeverri (7) — Explosivo e agitador, sofreu penálti, tentou várias vezes o remate, sofreu faltas (duas castigadas com amarelos a Chiquinho e Ian Luccas) e nunca se deu à marcação. Importante para acelerar o jogo no último terço e para abrir espaços, foi solução para finalizar e permitir que outros finalizassem.

Rafa (5) — Serviu de letra, na área, Echeverri, que rematou por cima da barra. Foi o melhor em 21 minutos. Não teve oportunidade de explorar a velocidade.

Manu (—) — Chamado à ação na compensação, posicionou-se ao lado de Aursnes.

Durán (—) — Perdeu a bola antes de o árbitro apitar para o final.

Kaminski (—) — Trinta e oito dias depois de se ter lesionado, voltou a jogar.

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