Projeto do Estádio Aramco, Khobar (46.096 pessoas). Servirá como casa do Al-Qadsiah e está previsto que seja já usado na Taça Asiática de 2027 e no Mundial de 2034

Conflito no Médio Oriente força adiamento da Taça Asiática de 2027

Preocupações de segurança na Arábia Saudita também contribuíram para a decisão

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) determinou o adiamento da Taça Asiática de 2027 por quase um ano, justificando a decisão com o clima de tensão e o conflito no Médio Oriente, bem como com as inerentes preocupações de segurança na Arábia Saudita, país anfitrião do torneio.

A prova, cujo arranque estava inicialmente agendado para 7 de janeiro de 2027, tem agora início previsto para 23 de dezembro de 2027, estendendo-se até 21 de janeiro de 2028, um novo calendário que ainda carece da aprovação formal da FIFA. O anúncio surgiu após um alargado período de auscultação entre o organismo continental e as autoridades organizadoras sauditas.

Em nota oficial, a AFC esclareceu que o comité organizador «aprovou o reagendamento da principal competição de seleções nacionais à luz das atuais circunstâncias excecionais resultantes da evolução da situação na região, incluindo complexidades logísticas significativas e perturbações nas deslocações».

O mesmo comunicado sublinha ainda que o atual contexto «criou dificuldades para a organização e realização da competição nas datas inicialmente previstas, tornando necessário o adiamento no interesse de todas as equipas participantes, oficiais, espectadores e restantes partes interessadas».

Este desfecho encerra um longo período de incerteza em torno da viabilidade da prova nas datas originais e confirma o cenário admitido no passado pelo presidente da AFC, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa.

Recorde-se que a Taça Asiática reúne 24 seleções ao longo de um mês de competição.

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