Sérgio Ferreira, treinador do Alverca - Foto: Sérgio Miguel Santos
Sérgio Ferreira, treinador do Alverca - Foto: Sérgio Miguel Santos

Sérgio Ferreira: «Na segunda parte, há uma mudança no Benfica que traz alguma surpresa»

Análise do treinador do Alverca ao encontro na Luz

Sérgio Ferreira, treinador do Alverca, analisou o encontro na Luz, com o Benfica, a contar para a 10.ª jornada da Liga.

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— Que análise faz ao jogo?

— Foi muito de encontro ao que estávamos à espera. Benfica com mais volume, com mais posse e entra bem, com algum demérito nosso. A partir daí, a equipa, num bloco coeso e solidário, conseguiu fechar espaços e defender o corredor onde o Benfica procurava furar com Bah e Lukebakio e Schjelderup e Prestianni. Fomos conseguindo fechar espaços e essas combinações. Nunca deixámos de ser uma equipa que foi procurando chegar à frente. Mas não é fácil a partir do momento em que o Benfica nos ia quebrando e empurrando para trás. Na segunda parte, há uma mudança no Benfica que traz alguma surpresa. De um momento para o outro o Benfica consegue mudar o jogo através da qualidade individual que traz uma grande variabilidade ao jogo. Mesmo assim, a equipa manteve-se compacta e coesa. Num pequeno detalhe que falhámos e o ir ao chão defender, acabámos por fazer penálti, que não interessa se é ou não. A partir daí, a equipa enche-me de orgulho pela forma como procurou ir atrás do golo do empate, a procurar jogar pelo campo todo, por dentro, também com largura. O Nabil Touaizi entrou olhando para o jogo como tem de ser olhado e muito para o coletivo, a forma como defende o corredor e como constrói. Permitia ao Chiquinho ter posicionamentos diferentes. Foi nesse sentido, deixar uma palavra aos jogadores que entraram, procuraram cumprir o que foi pedido. Orgulhosos pela nossa resposta e capacidade de anular uma equipa muito forte e bem treinada como o Benfica. Estamos tristes por não levar pontos.

— Tentou muitas vezes o jogo direto. A ideia era ganhar as segundas bolas?

— A partir do momento em que estamos a jogar muito próximos da nossa baliza e o Benfica com forte reação à perda, temos de saltar essa pressão. O Dawda era uma das referências. Fomos conseguindo, outras vezes não, com mérito do Benfica. Quando conseguimos, faltou-nos mais algum tempo. Das poucas vezes que o fizemos, fomos conseguindo empurrar e ganhar alguma energia. Ficou mais evidente na segunda parte com as mexidas que fizemos.

— Sai satisfeito com a ideia de jogo que conseguiu transmitir? É uma equipa talhada para jogos grandes?

— É esse o nosso objetivo. Não é só a nossa ideia, é criar uma cultura de exigência. Aqui ninguém é obrigado a ganhar, temos é de jogar para vencer. Tem a dimensão do jogo todo. A equipa está disponível e comprometida com a nossa cultura. Nota-se isso. A equipa tem uma ideia e sabe estar, é organizada. É uma equipa inteira. Num estádio complicado, com uma equipa boa, fomos capazes de jogar o jogo todo. A equipa tem essa variabilidade e entendimento. Saímos daqui tristes, porque o objetivo é ganhar pontos.

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