Pedro Henriques analisa os momentos decisivos do Benfica-Alverca
9’. PISÃO: Bojang, sem hipótese de jogar a bola, ao aproximar-se em demasia de Dahl, acaba por ao esticar a sua perna direita na passada, pisar de sola e com os pitons, o tornozelo esquerdo do defesa sueco. Após a lei da vantagem que concedeu, o árbitro deveria ter mostrado cartão amarelo.
12’. RASTEIRA: Dawda Camara é que tocou na bola com o seu pé esquerdo. João Palhinha chegou tarde, não tocou no esférico e acabou por, com a sua perna rasteirar/derrubar o avançado do Alverca, quando este seguia em velocidade. Livre direto e cartão amarelo por mostrar.
15’. NA CARA: Yaya Bojang com o seu antebraço esquerdo, levanta-o de forma deliberada e acerta na do zona pescoço/rosto de Gianluca Prestianni, uma entrada negligente e uma atitude antidesportiva bem sancionada com o respetivo cartão amarelo.
25’. ADIANTADO. Inicialmente, o golo do Alverca foi validado pelo assistente, dando sequência à máxima de, no limite, deixar seguir e privilegiar quem ataca. Contudo, o VAR interveio, e bem. Importa recordar que, nestas situações no limite da posição de fora de jogo, o videoárbitro, na Cidade do Futebol, faz mais do que uma medição para confirmar se a margem — neste caso de 5 cm — se repete em diferentes pontos de contacto, reiterando essa avaliação pelo menos três vezes; só assim, e após a confirmação do mesmo valor, é possível reverter e anular a decisão tomada em campo.
33'. CONTACTO: Há dois momentos de contacto de Touaizi sobre Vangelis Pavlidis: mão esquerda no ombro direito e depois mão direita no ombro/peito. No entanto, ambos os contactos foram, ligeiros, inconsequentes e sem infração, não havendo agarrão ou puxão. Sem Penálti.
A condição física demonstrada por Bruno Costa: sempre em cima dos lances e bem colocado. As duas decisões principais do jogo, golo anulado e o penálti foram corretas.
45’. Figueiredo fica a queixar-se do rosto por uma eventual cotovelada, mas na repetição, dá para perceber que Dodi Lukebakio apenas lhe tocou com a sua mão esquerda no ombro esquerdo, não havendo, portanto, qualquer infração.
45’. O árbitro deu três minutos de tempo adicional, recuperação de tempo perdido, em virtude do cartão amarelo mostrado e pelo tempo gasto por parte do VAR, aquando da análise do golo do golo do Alverca que depois foi anulado por fora de jogo.
49’. A VARRER: Sergi Gómez na área dos encarnados entrou em tackle deslizante, com a perna direita esticada na frente não tocou, mas é com a perna esquerda que vai dobrada, que acerta com o pé no pé direito de Claudio Echeverri, rasteirando-o. Pontapé de penálti bem assinalado.
58’. Cartão amarelo bem mostrado a Chiquinho: frustrado com o árbitro por não ter assinalado uma suposta falta a seu favor, procurou a desforra e entrou de forma temerária sobre Claudio Echeverri — uma abordagem negligente, sem intenção de jogar a bola, com o intuito de travar o adversário e travar a jogada.
63’. Cartão amarelo bem mostrado a Ian Luccas por falta tática: na circunstância, perseguiu Echeverri quando este arrancava em transição ofensiva rápida e travou em falta o médio argentino dos encarnados.
Na fase inicial do jogo, a gestão disciplinar não foi a mais correta. O tempo extra dado no segundo tempo.
65’. Cartão amarelo bem exibido a Clément Lenglet por pontapear, com o pé esquerdo, o tornozelo direito de Chiquinho; entrada negligente e com sanção disciplinar adequada.
90’. O árbitro deu três minutos de tempo adicional em função das incidências da segunda parte: três cartões amarelos exibidos, um golo e quatro paragens para substituições (com a entrada de seis jogadores). Depois, devido às alterações efetuadas já após o minuto noventa — mais duas paragens em que entraram três jogadores —, o árbitro concedeu mais um minuto extra. Ambos os períodos de desconto foram manifestamente escassos.
Árbitro: Bruno Costa
Nota 6
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