Marc Márquez: «Não chegarei aos 40 como Rossi, não se preocupem»
Já no Brasil, onde no próximo fim de semana decorrerá o segundo Grande Prémio da temporada, Marc Márquez abordou o seu futuro competitivo e descartou a possibilidade de uma carreira tão extensa como a do seu rival italiano, já retirado, Valentino Rossi, mostrando-se cauteloso quanto às suas expectativas para a corrida que irá decorrer no Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia.
O piloto da Ducati, campeão em título, que compareceu num evento de um dos seus patrocinadores, Estrella Galicia, ao lado de Diogo Moreira, a nova figura do MotoGP após o título em Moto2, voltou a falar sobre o futuro no motociclismo. Márquez disse sentir que está na sua «última dança» e, embora tenha afirmado que as negociações para a renovação do contrato com a equipa italiana «estão a correr bem», admitiu que ainda não há novidades.
O espanhol explicou que chegou a uma fase da carreira, na qual contabiliza sete títulos em MotoGP, em que começa a ponderar o futuro, sublinhando a necessidade de avaliar todos os fatores. «É preciso ponderar tudo. Tenho apenas 33 anos, espero prolongar a minha carreira o máximo possível, mas também já passei por várias cirurgias», esclareceu, afastando comparações com a longevidade de Valentino Rossi. «Nem sequer chegarei aos 40, não se preocupem», garantiu.
Após um abandono na Tailândia quando lutava pelo pódio, Márquez procura agora recuperar no Grande Prémio do Brasil. No entanto, o mostra-se prudente, uma vez que a prova se realiza num circuito novo para todos os competidores. «É difícil definir uma expectativa concreta, porque primeiro precisamos de conhecer a pista», afirmou.
O objetivo principal para esta temporada mais equilibrada passa por manter a competitividade. «Temos de esperar três ou quatro corridas e depois ver onde estamos», analisou . Para a corrida em Goiânia, espera um grande apoio do público e a «energia positiva» que considera fundamental.