Alessia Elefante, mulher de Donnarumma. Instagram/Alessia Elefante
Alessia Elefante, mulher de Donnarumma. Instagram/Alessia Elefante

Ameaças e insultos no primeiro dia do julgamento pelo sequestro a Donnarumma e à companheira

Conhecidos novos detalhes do assalto à casa do jogador em Paris, em 2023

Começou esta quinta-feira, em Paris, o julgamento dos três suspeitos do assalto violento à casa de Gianluigi Donnarumma, então guarda-redes do PSG, em 2023 — quando o italiano e a sua companheira, Alessia Elefante, que entretanto casaram este ano, foram agredidos, amarrados e ameaçados.

Ilyas Kherbouch, de 21 anos e com pelo menos 11 condenações, é considerado o mandante do crime e causou distúrbios no início do julgamento ao insultar e ameaçar agentes da polícia, segundo o jornal L'Équipe — alegadamente por a polícia querer retirar o seu irmão da sala, por estar a perturbar o processo.

Dois outros assaltantes, menores de idade na altura dos factos, já foram condenados a penas de três e quatro anos de prisão por um tribunal de menores. Um outro suspeito suicidou-se em 2024, depois de ter admitido o seu envolvimento.

Apesar de não ser esperado que Donnarumma preste depoimento presencialmente, o seu testemunho escrito revelou pormenores aterradores sobre o assalto na casa do jogador na Avenue Montaigne, uma das mais luxuosas ruas da capital francesa. Donnarumma foi acordado por um homem que lhe disse «shh», antes de ser atingido no rosto com uma soqueira, até ficar ensanguentado, e ser ameaçado com uma faca. O assaltante exigiu: «Os relógios, os relógios».

De acordo com os documentos do processo, Donnarumma respondeu: «Mostrei-lhe o que estava na mesa de cabeceira, um Audemars Piguet». Estes relógios podem atingir valores de centenas de milhares de euros.

A sua companheira, Alessia Elefante, relatou aos investigadores que também foi acordada pelos ladrões — foi estrangulada com um cabo de carregador de telefone —, que a atacaram enquanto gritavam: «O dinheiro, os relógios». A jovem entregou-lhes um relógio Cartier, joias e 2000 euros em dinheiro.

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Os assaltantes exigiram depois o código do cofre, mas Elefante afirmou não o saber, acrescentando que este estaria vazio. «Eles zangaram-se, a pensar que eu estava a mentir», contou. «Puxaram-me o cabelo e um deles bateu-me nas coxas. Eu disse que estava grávida, mas eles continuaram».

Donnarumma acabou por fornecer o código, mas, tal como a sua companheira havia avisado, o cofre não continha nada. Os ladrões fugiram com as chaves de um Mercedes e de um Lamborghini, dinheiro, relógios e malas de luxo. A polícia apurou que o grupo entrou no apartamento através de um escadote que lhes permitiu subir ao telhado, descendo depois para a varanda e arrombando as janelas.

Os advogados de Donnarumma e da sua esposa afirmaram que o casal continua «profundamente chocado» com o sucedido. No mês seguinte, Alessia Elefante perderia o bebé, responsabilizando o choque traumático do assalto.

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