Rodiney Sampaio, Presidente da SAD do Portimonense. -Foto. PORTIMONENSE SAD
Rodiney Sampaio, Presidente da SAD do Portimonense. -Foto. PORTIMONENSE SAD

Liga 2: «É para desestabilizar», responde o Portimonense ao pedido de insolvência do Felgueiras

Nortenhos moveram ação a pedir insolvência da SAD do Portimonense, reclamando uma dívida de 527.346,64€. Algarvios ainda não foram notificados e reagem. Salários estão em dia e 'bans' da FIFA serão resolvidos em breve

A SAD do Portimonense desconhece que o Felgueiras tenha colocado uma ação a pedir a sua insolvência, devido a dívidas referentes a Tamble Monteiro, que antes de se transferir para os algarvios, em 2024, representava os durienses, reclamando 527.346,64€, como noticiou o jornal Record. Entretanto, o avançado ingressou no Rio Ave em janeiro deste ano, a troco de dois milhões de euros.

Em comunicado, o Portimonense Futebol, SAD refere que «desconhece a existência do processo», dado que «não foi alvo de qualquer comunicação formal». Contudo, os algarvios mostram-se estupefactos que o litígio não tenha sido mediado pelo TAD, dado que no contrato ficou definido que «o foro processual para tal litígio seria o Tribunal Arbitral do Desporto, pelo que qualquer crédito associado à operação não foi nem tão pouco está a ser alvo de clarificação.»

A divergência, segundo a SAD do Portimonense, deve-se às pretensões do Felgueiras, que «entende que tem um crédito de cerca de 500 mil euros e a Portimonense SAD entende que o crédito rondará os 90 mil euros», lê-se no comunicado.  

Os algarvios indicam ainda que o Felgueiras pretende desestabilizar o clube algarvio, que luta pela permanência na Liga 2, uma batalha em que os durienses ficaram livres na ronda anterior com o empate (1-1) entre as duas equipas: «Assumimos que o objetivo da Felgueiras SAD seria um de três, ou os três: i) encontrar uma solução de secretaria caso tivesse corrido pior ainda o jogo em casa da passada jornada; ii) destabilizar a equipa da Portimonense SAD nas últimas jornadas; iii) procurar caminho alternativo de pressão para lograr uma intenção disparatada, como cobrar um valor sem qualquer nexo com a regra contida na cláusula mencionada.»

A BOLA falou com Rodiney Sampaio, presidente da SAD do Portimonense, que reiterou as acusações de desestabilização, recorrendo ainda ao último confronto entre as duas equipas. «No último jogo, o presidente do Felgueiras fez de tudo para nos intimidar, retirando-nos convites, que no início eram oito, passando para cinco, colocando os jogadores que não estavam na ficha de jogo e o nosso staff na bancada à chuva e não deixando fazer aquecimento nos corredores antes do jogo. Infelizmente aconteceu de tudo, nunca fomos tão mal tratados antes do apito final», acusou.

O Portimonense tem estado sob vigilância da FIFA, com cinco bans que o impedem de inscrever jogadores. Em breve a situação estará resolvida, garante Rodiney Sampaio, que disse ainda que tem tudo em dia com os jogadores e treinadores. «Sobre os bans da FIFA, já temos acordos e vamos finalizar no final do mês. Já finalizámos a venda do Alemão [LASK Linz], do Ruan [Alanyaspor] e do Camilo Durán [Qarabag] nos percentuais, e com a venda do Tamble [Monteiro] estamos com saúde boa até ao final da época e para as obrigações. Os salários dos treinadores, jogadores e funcionários estão todos pagos e já foram entregues os comprovativos na Liga Portugal, para o controlo salarial», asseverou Rodiney Sampaio, que garantiu ainda que o clube está pronto para fazer a sua inscrição na Liga 2 em 2026/27, caso consiga a permanência neste domingo na última jornada, frente ao Farense, ou por via do play-off: «Está tudo em condições para formarmos uma boa equipa, para lutar pelos objetivos.»

O presidente da SAD do Portimonense desmentiu ainda que Theodoro Fonseca, o principal acionista do clube, se tenha afastado. «Quanto a essa situação, o Theodoro [Fonseca] nunca abandonou os seus projetos com o Portimonense. Só que o clube tem de ser gerido com os seus próprios ativos», indicou.

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