Ricardo Pereira em ação pelo Leicester City
Ricardo Pereira em ação pelo Leicester City

Leicester penalizado com a perda de pontos por violar regras financeiras

'Foxes, de Ricardo Pereira e Fatawu, salvam-se da queda para a zona de descida devido à diferença de golos

O Leicester foi sancionado com a dedução de seis pontos na classificação do Championship, após uma comissão independente ter concluído que o clube violou as regras financeiras da Premier League. A decisão, adiantada esta quinta-feira pelo The Telegraph, atira os foxes, de Ricardo Pereira, Wanya Marçal e Fatawu, para o 20.º lugar da tabela, ficando apenas acima da zona de despromoção devido à diferença de golos.

Com esta penalização, o Leicester passa a somar os mesmos pontos que o West Bromwich e o Blackburn Rovers. Tanto o clube como a Premier League têm agora a possibilidade de recorrer da sanção, caso não concordem com a mesma.

A punição surge no culminar de uma longa batalha legal, que incluiu uma audiência em novembro. A comissão considerou que o clube infringiu as regras de rentabilidade e sustentabilidade (PSR) relativas à época 2023/24. As acusações, confirmadas pela Premier League em maio, incluíam também a falha na entrega das contas anuais dentro do prazo, a 31 de dezembro, e a falta de «assistência total, completa e imediata à Premier League».

No período de três anos terminado a 30 de junho de 2024, o Leicester acumulou prejuízos superiores a 160 milhões de euros. Os regulamentos da PSR permitem perdas máximas de 70 milhões de euros nesse mesmo período, após ajustes, tendo o clube ultrapassado este limite em 16 milhões de euros.

Recorde-se que, em setembro de 2024, o Leicester tinha ganho um recurso contra uma primeira acusação de violação das PSR, quando um painel determinou que a Premier League não tinha jurisdição para punir o clube, uma vez que este já tinha sido despromovido ao Championship quando o período contabilístico terminou a 30 de junho de 2023.

A situação financeira do clube é o reflexo de uma gestão que, segundo muitos adeptos, se tornou problemática nos últimos anos, apontando responsabilidades ao proprietário, Aiyawatt Srivaddhanaprabha, e ao diretor desportivo, Jon Rudkin. A espiral descendente terá começado no verão de 2021, quando o clube investiu mais de 40 milhões de euros em contratações sem vender nenhum jogador de relevo.