Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: IMAGO

Jogo sob controlo, elogios a Zaidu e vitória dedicada a Pinto da Costa e Samu: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto analisou a vitória, por 1-0, sobre o Nacional


— Que comentário lhe merece esta vitória sobre o Nacional?

Primeiro que tudo... como sabem, hoje é um dia bastante especial para o clube, por isso esta vitória, claro, é dedicada à memória do 'Presidente dos Presidentes' [Pinto da Costa]. Estamos muito felizes por ter a oportunidade de partilhar isto e de dedicar esta vitória à sua memória, ao seu legado e à sua família. E também uma parte desta vitória é para o Samu, pois, como sabem, esta semana foi muito difícil para todos nós e, especialmente, para ele. Sofremos muito com as notícias que recebemos. Hoje era muito importante tentar dar-lhe o resultado que queríamos. Sabíamos que ele estava em casa em frente à televisão, por isso estou muito feliz por termos tido a oportunidade de lhe transmitir as vibrações certas.

— Como comenta o golo da equipa, após uma bela assistência do Gabri mal entrou em campo?

— Sobre o lance do golo, acho que o Gabri [Veiga] é um jogador que já provou largamente a sua qualidade no cruzamento. Eles estavam prontos e decidimos acelerar a substituição. E acho que correu muito bem: a primeira bola em que ele tocou foi para cruzar uma bola com tanta qualidade. E depois, claro, o Jan [Bednarek], como sempre, com aquele impacto nos lances de bola parada ofensivos. Portanto, sim, estou muito feliz pelo resultado. Deixem-me mencionar também a exibição individual do Zaidu, porque ele jogou o último jogo há muitas semanas. Creio que o último em que foi titular foi em Utrecht. E acho que hoje, após várias semanas, num momento de necessidade, ele apareceu com uma grande exibição, muito sólido ofensiva e defensivamente. Por isso, também estamos muito felizes por ele. E agora seguimos para o próximo capítulo.

— O jogo parece ter tido fases distintas com a bola e momentos de pressão final do Nacional nas transições. O que é que achou do desempenho da equipa e como viu essa capacidade de segurar o resultado até ao fim?

Sabe, os nossos jogos são quase sempre parecidos porque enfrentamos equipas que têm uma estratégia bastante clara. Não se expõem a momentos de pressão da nossa parte. Por isso, este tipo de jogo exige paciência, exige qualidade e precisão. Acho que tivemos alguns bons momentos. Não os concretizámos totalmente porque, por vezes, houve alguma falta de eficácia ou falhou aquele último passe que poderia gerar melhores situações. Mas acho que o jogo esteve sob controlo. Mesmo depois do 1-0, a dinâmica manteve-se praticamente a mesma. Era importante para nós não nos expormos em momentos de transição, porque o Nacional é uma equipa muito organizada e tem força e qualidade na frente para ser perigosa. No geral, a avaliação da exibição é positiva, num campo que, como sabem, é muito complicado. Ninguém vem aqui e consegue um resultado volumoso, com muitos golos de diferença. Nesse aspeto, estou feliz com o desempenho da equipa e acho que a reação do grupo nesta semana foi muito positiva.

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