João Gião e o jogo com o Estoril: «Entrar com a mentalidade certa»
Para João Gião, atitude e mentalidade competitiva não podem faltar aos jogadores do Nacional para tentarem levar de vencida o Estoril, neste domingo, na Choupana. Foi dessa forma que a sua equipa reagiu à desvantagem de dois golos na primeira ronda frente ao Santa Clara, chegando ao empate, e que o treinador apreciou. «Teremos de ser aquilo que fomos a partir do 2-0 nos Açores: uma equipa com a mesma atitude e mentalidade competitiva. Teremos de entrar com a mentalidade certa», vincou.
«Esperamos um adversário muito forte, uma equipa que do ponto de vista individual, é reconhecidamente, uma das mais fortes deste campeonato. Apesar de ter trocado de treinador, o Estoril manteve uma grande base dos jogadores e que jogam juntos há muitos anos e que se conhecem de olhos fechados. Têm jogadores com muito nível, sobretudo os da frente, com capacidade para resolver o jogo a qualquer altura», disse, sobre o Estoril.
João Gião ainda espera por mais reforços, principalmente por um avançado para substituir Jesús Ramírez, apesar da contratação de Allen Obando, «um avançado jovem, que vem do Istra, onde não jogou muito e é um jogador que nós acreditamos que poderemos potenciar», e um lateral esquerdo, dado que o plantel apenas tem José Gomes para a posição.
O lateral não deverá ir a jogo, devido a lesão, tal como Ulisses, assim como Fernando Nava, avançado boliviano. «Não é a mesma coisa, como é lógico, o campeonato da Bolívia e o campeonato português, não só pela questão da competitividade do campeonato, mas também pela questão do clima, da temperatura. O Nava tem um problema físico atualmente, que, à partida, não é grave, mas que poderá impossibilitá-lo. Ainda estamos a apurar com o departamento médico para termos 100% de certeza, mas poderá estar fora do jogo», revelou.
Além disso, o internacional boliviano ainda está no, normal, processo de adaptação à nova realidade: «Um jogo na Bolívia tem características completamente diferentes. É a mesma coisa que um cozinheiro passar de um restaurante comum na Madeira para um hotel de luxo na Albânia, por exemplo. São coisas completamente diferentes. Até perceber a língua dos seus superiores hierárquicos, dos seus colegas, de quem está a dirigir, até conseguir perceber o contexto, os ingredientes que tem de usar, que lá há, que cá não há… Estes jogadores que vêm de contextos competitivos muito diferentes do nosso, demoram mais tempo a adaptar-se.»