Javier Tebas: «Pérez apresenta sempre a derrota como uma vitória»
Javier Tebas, Presidente da LaLiga, concedeu uma entrevista ao jornal ABC, na qual abordou temas como: o fim da Superliga, o caso Negreira e as comparações com a Premier League.
O Real Madrid foi alegado de beneficiar do fracasso do projeto da Superliga, na qual Tebas afirma que «essa é a versão dos 'porta-vozes'»
«Quando digo que Florentino Pérez nunca perde, quero dizer que, mesmo que tenha perdido, mesmo que tenha cedido, apresenta sempre aos ‘porta-vozes’ oficiais uma versão dos acontecimentos que cria a impressão de que venceu. […] Constrói uma narrativa em que diz que venceu, mas eu não vejo que tenha vencido. Aliás, estou longe dessa ideia.»
Questionado sobre se a LaLiga não tem mecanismos para se proteger de casos como o 'Negreira', Tebas não hesitou: «Porque somos um Estado de direito e as regras são o que são. […] Além disso, há uma questão relacionada com a Lei do Desporto, que não fui eu que criei, e que prevê um prazo de prescrição de três anos para esses atos. Eu defendi que o prazo de prescrição para este tipo de crimes deveria ser muito mais longo. Mas também é claro que o Barcelona não pagou a árbitros, como parece. Afirmar que foram comprados árbitros e que, se não marcaram um penálti para Vinícius Júnior em Pamplona, a culpa é de Negreira, como, se não me engano, disse Florentino numa reunião de membros. Discordo absolutamente, porque não é assim. Os factos devem ser julgados, estão a ser analisados neste momento e a justiça tomará uma decisão.»
Tebas comentou ainda as constantes comparações que fazem da liga espanhola com a Premier League: «Irrita-me, porque é uma ignorância tremenda. É como se estivéssemos a competir com o mesmo carro. Como se o Alonso, na altura em que corria pela Minardi, tivesse de ganhar o campeonato do mundo. A Inglaterra é um país com 70 milhões de habitantes, com um rendimento per capita 30% superior ao de Espanha. São duas realidades completamente diferentes. Porque é que não nos comparam com a Alemanha, Itália ou França, já que estamos à frente deles?»
Por fim, questionado se é adepto dos merengues, respondeu de imediato «sim, claro», mas explicou de seguida: «Ser adepto do Real Madrid não significa seguir como um Messias o presidente do clube, seja ele quem for.»