Ivanildo Fernandes: «Foi uma sensação muito boa»
Apesar do desaire do Nacional, goleado (0-4) em casa pelo Famalicão, Ivanildo Fernandes, respirou de alívio no final do jogo. A razão não era para menos: voltou a jogar oficialmente, depois de mais de três anos ausente da competição, devido a lesões. Foram os primeiros 45 minutos (entrou no início segunda parte) de muitos que espera jogar com a camisola dos madeirenses.
«Foi uma sensação muito boa. Já há algum tempo que eu ansiava poder ajudar e contribuir com o meu trabalho para a equipa. Não vou mentir, foi um momento muito especial para mim, importante, para me alegrar, porque não têm sido anos fáceis e poder voltar a competir e a fazer o que eu mais gosto foi, sem dúvida, muito bom», assinalou o central o regresso.
Ivanildo Fernandes recordou como começou o percurso doloroso das lesões que marcaram a sua carreira nos últimos três anos, que começou no Al Ittihad Kalba: «Nos Emirados Árabes, no meu segundo jogo, lesionei-me no ligamento cruzado anterior da perna esquerda. Foi uma recuperação muito boa, infelizmente eles não renovaram o meu contrato e voltei para Portugal. O Nacional deu-me uma oportunidade e, infelizmente, voltei a lesionar-me, não na perna esquerda, mas na perna direita. Uma rutura do tendão quadricipital, com uma recuperação que foi muito difícil e foi uma fase complicada. Mas já passou, estou de volta, estou bem e estou aqui para ajudar a equipa, que é o mais importante.»
«Senti-me bem, até melhor do que estava à espera. Quando o míster me passou a informação de que eu ia entrar, senti-me preparado, senti-me confiante. Tentei ajudar a equipa o melhor que pude, ou o que consegui fazer naquela situação em que nós estávamos, mas senti-me bem», afirmou ainda sobre o regresso.
Ivanildo Fernandes acredita que o Nacional irá dar a volta à situação «menos boa» que atravessa, num ciclo que comporta cinco derrotas consecutivas, porque tem «qualidade» para tal. «Eu sou exemplo disso, tive dois, três anos de fases menos boas na minha carreira e com trabalho, perseverança e, acima de tudo, resiliência, damos a volta por cima. Eu acredito plenamente nos meus colegas, no meu treinador, que vamos dar a volta por cima», apontou.
Para o central, esta pausa para as seleções vai permitir solidificar as ideias de Alexandre Santos. «Sim, vamos ter tempo para trabalhar. Esta paragem até veio a calhar, porque o míster quer implementar as suas ideias e vamos ter tempo para trabalhar isso. Acredito muito nos meus colegas, ainda hoje no treino demos uma resposta muito positiva após um resultado menos bom - como toda a gente sabe -, mas vamos ter agora duas, três semaninhas para trabalhar, e podem contar com uma equipa completamente diferente quando voltar a competição», afirmou.
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