O Famalicão goleou o Nacional na Choupana. -Foto: HOMEM DE GOUVEIA/LUSA
O Famalicão goleou o Nacional na Choupana. -Foto: HOMEM DE GOUVEIA/LUSA
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Sorriso de Koutsias na primeira do Famalicão (crónica)

Minhotos venceram pela primeira vez na Liga. Sorriso e Koutsias bisaram. Madeirenses cometeram muitos erros e saíram penalizados

Ao sétimo jogo os adeptos do Famalicão respiraram de alívio, com o primeiro triunfo na Liga. A equipa de Carlos Carvalhal foi competente, confirmando os indícios de crescimento que vinha a transmitir de jornada para jornada e foi eficaz perto da baliza madeirense na primeira parte, na construção de uma vantagem de três golos, que se revelou decisiva.

Ao Nacional saiu tudo ao contrário do que Alexandre Santos tinha indicado na antevisão. O treinador pretendia que a sua equipa desse continuidade ao que tinha feito na segunda parte do encontro com o Alverca, em que foi reativa à desvantagem de três golos – sofridos num espaço de oito minutos - mas tal não se verificou. Ao invés, o técnico – que mudou seis jogadores no onze inicial - voltou a ver muita desconcentração e erros que colocaram, novamente, a sua equipa a correr atrás do resultado.

Essas distrações dos madeirenses ficaram bem evidentes nos golos sofridos. Koutsias gozou de espaço para receber de costas para a baliza um passe de Sorriso – que também tirou partido da passividade de Daniel da la Cruz para lhe roubar a bola - e rodopiar para finalizar no primeiro, assim como houve falta de reação defensiva no passe de Szucs para o extremo brasileiro, que apareceu sem oposição para elevar para 2-0, só com Renato Marín pela frente.

Uma vez mais dois golos sofridos de rajada, no espaço de seis minutos, que deixou os famalicenses confortáveis para gerirem e aumentarem a vantagem antes do intervalo… com mais um erro: Vitor perdeu a bola para Mathias de Amorim, que foi lesto em lançar Koutsias, com o grego a finalizar com um remate cruzado.

No 4-0 Sorriso voltou a surgir isolado, a passe de Mathias de Amorim, médio que assinou mais uma exibição afirmativa.

Além dos erros defensivos, os madeirenses também podem lamentar a má fortuna. Entre o primeiro e o segundo golo, os alvinegros desperdiçaram duas vezes na mesma jogada. Carevic travou, à boca da baliza, o desvio de Obando, e no seguimento Miguel Baeza atirou à barra. E ao Famalicão não faltou eficácia, chegando ao 3-0, nos três primeiros remates enquadrados que efetuou.

Foi com naturalidade que Alexandre Santos mudou três jogadores para a segunda parte, mas a equipa continuou a ser curta ofensivamente. O Famalicão dominou a seu bel-prazer, aos 67 minutos já tinha o assunto arrumado e ainda viu o adversário ficar reduzido a 10, com a expulsão de Matheus Dias.

A figura do Nacional: Ivanildo Fernandes

Num coletivo que não funcionou, ninguém, individualmente sobressaiu. Por isso, a escolha de Ivanildo Fernandes, tem muito de simbólico…, mas não cometeu qualquer deslize nos 45 minutos que esteve em campo: o central está no Nacional desde janeiro de 2025 e devido a uma lesão grave, só agora é que voltou a competir. O último jogo completo do defesa tinha sido há mais de três anos, a 18 de agosto de 2023, pelo Al Ittihad Kalba.

As notas dos jogadores do Nacional (4x2x3x1): Renato Marin (5), Daniel de la Cruz (4), Chico Gonçalves (5), Zé Vítor (4), José Gomes (4), Laabidi (5), Matheus Dias (4), Miguel Baeza (5), Matchoi Djaló (5), Song Min-Kyu (4), Obando (4), Ivanildo Fernandes (5), Gavriel Stavros (4), Kokolo (4), Pablo Ruan (4) e Wesley Gasolina (4).

O melhor em campo: Koutsias (Famalicão)

Mais uma demonstração de classe do avançado grego. Apontou dois golos e voltou a evidenciar qualidade, quer em frente à baliza, como a baixar para jogar em apoio. E categoria a marcar, como quando abriu o marcador, recebendo de costas para a baliza e rodopiando para finalizar. «Estava debaixo de uma pedra e o Famalicão conseguiu vê-lo», validou no final Carlos Carvalhal, este 'achado' para o ataque da sua equipa.

As notas dos jogadores do Famalicão (4x2x3x1): Carevic (5), Rodrigo Pinheiro (5), Víctor Rofino (5), van Breemen (6), Pedro Bondo (5), Marcos Peña (5), Tamás Szucs (6), Gil Dias (6), Mathias de Amorim (7), Sorriso (7), Koutsias (7),   Meyer (5), Pedro Santos (5), Abubakar (-), Óscar Aranda (-) e Gustavo Garcia (-).

Alexandre Santos, treinador do Nacional

«É duro e difícil de explicar. Acontece-nos tudo. No 1-0, a bola está em nosso poder e não podemos perdê-la dentro da nossa área. Reagimos, falhamos uma jogada fantástica e o Famalicão logo a seguir aproveitou outra oportunidade quando tínhamos novamente a bola em nosso poder. Depois de sofrermos o 3-0, quando temos novamente a bola em nosso poder… temos de ser capazes de ser mais agressivos e mais competitivos. Não podemos dar estes avanços.»

Carlos Carvalhal, treinador do Famalicão

«Sabíamos que o Nacional denotava alguma ansiedade, entramos bem e sabíamos que se marcássemos o nervosismo deles iria aumentar. Fizemos um jogo bem conseguido, na evolução da equipa. Esta equipa já está a passar da fase da adolescência para a adulta. Tivemos personalidade com bola. Foi uma vitória justa, boa, e que nos dá alento para o futuro.»

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